Banco de Leite Humano do Norte já alimentou 410 recém-nascidos internados em cuidados intensivos
Já foram recolhidos 950 litros de leite humano doados por 291 mães voluntárias.
O Banco de Leite Humano do Norte permitiu alimentar 410 recém-nascidos internados em Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais da região Norte desde que foi criado em 26 de setembro de 2022, segundo dados esta segunda-feira divulgados.
Dados avançados esta segunda-feira à agência Lusa pela da Unidade Local de Saúde (ULS) São João, a propósito do Dia Mundial da Doação de Leite Humano, que se assinala na terça-feira, indicam que foram recolhidos desde então 950 litros de leite humano doados por 291 mães voluntárias.
"O leite humano de dadora pasteurizado (LHDP) destina-se a recém-nascidos pré-termo e vulneráveis, de alto risco, que estejam hospitalizados em qualquer uma das Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais da região Norte do país", refere a ULS São João, no Porto.
O banco de leite humano já alimentou recém-nascidos internados nas ULS de Matosinhos, Santo António (Centro Materno-Infantil do Norte), Gaia/Espinho, Tâmega e Sousa, Alto Ave e na ULS Trás-os-Montes e Alto Douro, além da própria Unidade de Cuidados Intensivos de Neonatologia da ULS São João.
A ULS São João salienta que "tem sido possível abranger todos os hospitais do SNS na região", cumprindo o seu desígnio de chegar a todos os recém-nascidos de risco que beneficiem com este leite.
De acordo com a instituição, tem vindo a crescer o número de recém-nascidos para quem é solicitado e fornecido o leite humano, assim como o número de voluntárias dadoras que se envolvem neste projeto solidário.
O Banco de Leite Humano do Norte é hoje "uma unidade funcional de excelência, assente em qualidade, rigor científico e inovação", diz a ULS.
"Em apenas três anos e meio de atividade", foi possível implementar "um modelo sólido, seguro, e sustentável de doação de leite humano, garantindo a alimentação de recém-nascidos particularmente frágeis".
Para a ULS São João, este percurso traduz-se em ganhos concretos em saúde: redução da incidência e mortalidade por enterocolite necrosante e melhoria da tolerância alimentar.
Traduz-se ainda no aumento da taxa de aleitamento materno exclusivo e menor tempo de internamento e em equidade de acesso aos melhores cuidados nutricionais para todos os recém-nascidos pré-termo e vulneráveis hospitalizados nas Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais do Norte do país.
O Banco de Leite Humano do Norte foi o segundo a ser criado em Portugal. O primeiro funciona na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, onde foi criado em 2009.
Desde então, já recolheu cerca de 6.700 litros de leite humano doados por 640 mães, permitindo apoiar uma média de 240 recém-nascidos prematuros por ano, totalizando mais de 4.000 bebés, segundo dados da ULS São José.
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