Câmara da Marinha Grande lança campanha de reforço à entreajuda social
Campanha apela à participação da comunidade na identificação de pessoas em situação de vulnerabilidade social ou de saúde.
A Câmara Municipal da Marinha Grande, no litoral do distrito de Leiria, lançou este sábado uma campanha para identificação de pessoas em situação de vulnerabilidade social ou de saúde.
"A iniciativa integra o esforço mais amplo de resposta à tempestade Kristin, evidenciando a importância da solidariedade e da cooperação comunitária como complemento às ações operacionais no terreno", anunciou a autarquia, em comunicado.
Intitulada "Ajude-nos a Ajudar", a campanha apela à participação da comunidade na identificação de pessoas em situação de vulnerabilidade social ou de saúde para que o município garanta "que ninguém fica sem apoio, neste momento particularmente exigente para o concelho".
Qualquer cidadão que conheça vizinhos, familiares ou outras pessoas que necessitem de apoio, deve comunicar essa informação à Câmara Municipal, de forma presencial, no Edifício da Resinagem (entre as 09h00 e as 17h00), ou através do número 912482262.
O município da Marinha Grande apelou também este sábado à mobilização de voluntários especializados para apoiar na reconstrução das habitações afetadas, com destaque para pedreiros, eletricistas, canalizadores e arboristas.
"Este reforço técnico é essencial para garantir uma resposta rápida e eficaz às famílias que necessitam de intervenção urgente nas suas casas", sustentou esta tarde a autarquia, em comunicado.
Os profissionais e voluntários disponíveis devem dirigir-se ao Estaleiro Municipal, na Rua do Matadouro, onde está centralizada a coordenação dos trabalhos e a distribuição das equipas no terreno.
No comunicado, o município "agradece profundamente a solidariedade que o país tem manifestado desde o início da situação de emergência, reconhecendo o papel fundamental de todos os que já têm colaborado no apoio às populações e nos trabalhos de recuperação".
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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