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Famílias isentas de pagar renda de habitação social este mês na Marinha Grande

Medida tomada pela autarquia é destinada "a aliviar o esforço financeiro das famílias" afetadas pelo mau tempo.

07 de fevereiro de 2026 às 18:56

As famílias que vivam em habitação social do Município da Marinha Grande, no distrito de Leiria, estão isentas este mês de pagamento, devido ao impacto da depressão Kristin, foi hoje anunciado.

Numa nota de imprensa, a autarquia revela que "tomou mais medidas extraordinárias de apoio social, destinadas a aliviar o esforço financeiro das famílias do concelho, num contexto particularmente exigente devido aos efeitos da tempestade Kristin".

Assim, "determinou a suspensão total do pagamento das rendas de habitação social do mês de fevereiro de 2026, medida que visa apoiar agregados familiares com maiores dificuldades económicas".

"O objetivo é garantir estabilidade e segurança habitacional, evitando situações de incumprimento durante este período excecional", justifica a câmara presidida por Paulo Vicente.

A autarquia tem 265 habitações sociais, disse à agência Lusa fonte do município.

A câmara determinou ainda a suspensão do pagamento dos bilhetes da TUMG -- Transportes Urbanos da Marinha Grande até 15 de fevereiro, permitindo que "todos os passageiros utilizem os transportes urbanos de forma gratuita".

"Esta iniciativa procura assegurar a mobilidade de quem depende do transporte público para deslocações essenciais, nomeadamente trabalho, saúde ou educação", refere, ressalvando que, devido a constrangimentos operacionais, o serviço urbano da TUMG continua "a funcionar de forma condicionada durante a próxima semana".

Assim, as linhas Verde 2, Vermelha 9 e Roxa 11 estão temporariamente suspensas. Em pleno funcionamento, e com reforço e alargamento de horários, estão as linhas Verde 1, Vermelha 10 e Roxa 12.

As restantes linhas mantêm o funcionamento normal.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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