Casal com filhos vive em casa do Estado sem condições mínimas

Família com filhos menores e doentes vive em casa degradada, na Guarda. Instituto público só acede a pedidos por obrigação judicial.

03 de dezembro de 2018 às 06:00
Manuel Alves e Ana Santos mostram a casa degradada onde vivem Foto: Direitos Reservados
Casal de idosos Foto: Getty Images
Proteção Civil, IHRU, Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, Bairro de S. José, Pontinha, Odivelas, Câmara de Odivelas, questões sociais, autoridades locais Foto: Vítor Mota
IHRU, Instituto de Habitação e da Reabilitação Urbana, protesto, Lisboa, rendas apoiadas, política, política interna Foto: Tiago Petinga/Lusa

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Um casal da Guarda, desempregado e com três filhos menores e doentes, vive há três anos numa casa do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) sem condições mínimas. Quase todas as divisões têm humidade e bolor e em dias de chuva é pior. "Tenho problemas respiratórios tal como a minha filha de 11 anos, mas o pior é o meu filho de 14, que tem uma doença grave que obriga a ter dois sacos ligados ao intestino", conta Ana Santos de 52 anos.

A família, com dificuldades económicas, é inquilina do IHRU há 30 anos e até há três morava noutro apartamento que também estava degradado. "Pedimos para mudar devido aos problemas do menino, mas foi preciso uma ordem do tribunal para que o pedido fosse atendido."

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Há dois anos a família voltou a pedir para ser realojada ou para a casa sofrer obras e voltou a intentar uma ação contra o IHRU, que está a decorrer. Ao CM, o IHRU esclarece que "qualquer intervenção nas partes comuns e envolvente exterior apenas pode ser realizada pela administração do condomínio".

Quanto ao interior da casa, diz "não existir qualquer indisponibilidade para as mesmas", mas a família aguarda há dois anos. O vice-presidente da Câmara da Guarda, Carlos Monteiro, diz estar a tentar encontrar uma "solução conjunta entre Câmara, Segurança Social e IHRU".

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