Cerca de 2.800 militares no terreno para apoio às populações devido ao mau tempo
Além disto, adianta o EMGFA, estão no terreno 371 viaturas, 20 máquinas de engenharia, 67 botes e duas lanchas anfíbias de reabastecimento.
Cerca de 2.800 militares estão atualmente no terreno a apoiar as populações afetadas pelas tempestades que assolaram Portugal continental nas últimas semanas, anunciou esta terça-feira o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).
De acordo com o balanço diário que o EMGFA envia à comunicação social -- e que agrega informação da Marinha, Força Aérea e Exército -- ao início do dia as Forças Armadas já estavam ou tinham estado no terreno 2.843 militares.
Além disto, adianta o EMGFA, estão no terreno 371 viaturas, 20 máquinas de engenharia, 67 botes e duas lanchas anfíbias de reabastecimento.
Entre os apoios prestados pelos militares inclui-se o transporte e distribuição de bens essenciais, nomeadamente água e alimentos, reforço da capacidade de fornecimento de energia elétrica com recurso a geradores, remoção de escombros e desobstrução de vias, "ações de proximidade" e relocalização de pessoas e bens através de meios anfíbios.
O EMGFA adianta ainda que continuam disponíveis para apoio seis helicópteros, uma aeronave de transporte C130 e uma aeronave de reconhecimento de asa fixa P3C da Força Aérea, em alta prontidão, e uma aeronave KC-390.
De acordo com a Lei de Bases da Proteção Civil, compete ao presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a pedido do comandante operacional nacional, solicitar ao Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) a participação de militares em missões de proteção civil, e após pedido dos presidentes das câmaras municipais.
É ao comandante operacional nacional que compete "avaliar o tipo e dimensão da ajuda a solicitar, bem como a definição das prioridades".
Os militares atuam mediante autorização do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e são empregues sob cadeia de comando militar, "sem prejuízo da necessária articulação com os comandos operacionais da estrutura de proteção civil".
A lei estabelece, contudo, que "em caso de manifesta urgência, os presidentes das câmaras municipais podem solicitar a colaboração das Forças Armadas diretamente aos comandantes das unidades implantadas na respetiva área".
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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