Cheia rompe dique e obriga à retirada de pessoas e corte da A1 em Coimbra

Volume da água obrigou a retirar quase três mil pessoas. Principal autoestrada do País foi cortada após dique ceder à força da água. Pessoas retiradas não deverão voltar a casa até sábado, segundo a autarca.

12 de fevereiro de 2026 às 01:30
Cheia rompe dique e obriga à retirada de pessoas e corte da A1 em Coimbra Foto: Ricardo Ponte
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Apenas 44 centímetros separavam a altura das águas, na quarta-feira, pelas 17h00, quando o Mondego registava 4,32 metros de acumulado, do máximo histórico registado em Coimbra (4,76 metros, em 1976). A subida do caudal do rio, aliada à rutura de um dos diques em Casais, junto à A1, acabou por causar o pânico, levando à retirada de pessoas, alagando os campos e obrigando ao corte da autoestrada.

Ao todo, já terão sido realojadas cerca de três mil pessoas, mas as evacuações de zonas vão continuar e as pessoas retiradas não deverão voltar a casa até sábado, segundo disse Ana Abrunhosa, autarca da cidade. Além disso, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, não excluiu a possibilidade de mais ruturas no Mondego.

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Uma das operações de retirada foi testemunhada pelo CM e aconteceu ainda de madrugada, quando uma família teve de ser retirada pelas 00h30, já depois de estar deitada. A essa hora, a água já estava próxima da casa (a cerca de dez metros). Isto fez com que a GNR retirasse quatro pessoas (um casal e dois filhos) e um cão. O animal foi, aliás, uma das preocupações, com a família a garantir que, caso fossem retirados, o companheiro de quatro patas iria com eles. Com o destino a ser o Pavilhão Gimnodesportivo do Taveiro (a cerca de quatro quilómetros), as autoridades garantiram que o cão poderia seguir com os donos.

Horas mais tarde, a subida das águas do Mondego levou a retirar do local quem colocava sacos de areia para tentar mitigar a cheia.

Até às 08h00 de quarta-feira, ainda havia 39 mil clientes sem energia em todo o País.

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Diques do Mondego cederam apesar de reforço, colocando bens em perigo e cortando a A1

Vítimas mortais sobem para 17

Subiu na quarta-feira para 17 o número de mortos causados pelo mau tempo. No caso, trata-se de Armindo Rosa, um homem de 72 anos, que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma pessoa de família, na localidade de Jagardo, no concelho de Pombal. Após cair do telhado, o homem foi levado para um hospital em Coimbra, onde ficou internado e acabou por morrer, na terça-feira.

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