Diretores de escolas acusados de reter provas
Está a decorrer um processo de verificação devido a esse problema e a erros na digitalização.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) acusou esta segunda-feira as escolas de reter exames nacionais do secundário, só os entregando mais tarde à PSP e à GNR para depois serem corrigidos, estando a decorrer um processo de verificação devido a esse problema e a erros na digitalização. O MECI afirmou que houve “provas que não foram inicialmente entregues às forças de segurança para o transporte para a Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM), tendo sido remetidas posteriormente”. Não especificou, contudo, quantas provas foram retidas, em que locais e quando foram entregues. PSP e GNR, questionadas pelo CM, também não prestaram esclarecimentos. Já Filinto Lima considera a declaração “desnecessária, até porque eram poucas escolas”. “Fosse esse o mal da situação”, disse.
Segundo o Governo, por causa deste problema e à “existência de folhas de resposta mal digitalizadas (por exemplo, a folha tinha dobras)” e de “folhas de continuação de item que não foram digitalizadas”, está em curso um processo de verificação das respostas em papel guardadas na INCM para “garantir que os itens entregues aos professores para classificação estão completos e correspondem às respostas dadas pelos alunos nos exames em papel”. “Este controlo levou a que, em alguns casos, os professores classificadores tivessem de repetir a correção já efetuada”, tendo sido alocado “elevado número de recursos humanos durante o fim de semana”.
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