Empresas de transportes urbanos de passageiros mobilizadas para greve geral de 3 de junho

Em causa está a reforma laboral do Governo de Luís Monenegro.

19 de maio de 2026 às 13:50
Em causa está a reforma laboral do Governo de Luís Monenegro. Foto: Direitos Reservados
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As empresas de transportes urbanos de passageiros, de norte a sul do país, estão mobilizadas para a greve geral contra o pacote laboral convocada pela CGTP para 03 de junho, disse à Lusa fonte da Fectrans.

De acordo com José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), "todas as empresas de transportes" estão mobilizadas, tendo já sido entregue o pré-aviso de greve por parte dos sindicatos.

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Segundo o responsável, "todo o setor público de transporte rodoviário de passageiros de norte a sul do país" está mobilizado para a paralisação.

Assim, os pré-avisos de greve entregues abrangem os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, Carris, Carristur, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro Mondego, Metro do Porto, STCP e CP -- Comboios de Portugal, entre outros.

José Manuel Oliveira considerou ainda que a "perceção do sindicato é que a greve geral de 03 de junho em nada seja inferior, em termos de adesão, à greve marcada pela CGTP e UGT de 11 de dezembro do ano passado".

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Em dezembro de 2025, a CGTP e a UGT decidiram convocar uma greve geral em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP, tendo sido a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da 'troika'.

Entretanto, a CGTP-IN entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

A proposta de lei do Governo de revisão da legislação laboral foi esta terça-feira disponibilizada no 'site' da Assembleia da República, depois de ter sido aprovada em Conselho de Ministros na quinta-feira.

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A proposta de lei do Governo contempla "mais de 50 alterações" ao anteprojeto inicial, das quais 12 provenientes da UGT, indicou já a ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho.

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