Evitar usar telemóvel à noite é um dos truques para dormir bem

Luz azul dos telemóveis é um dos principais culpados pelas noites mal dormidas.

01 de setembro de 2019 às 11:05
Noite de sono Foto: iStockPhoto
Sono Foto: Getty Images
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Noites regadas a álcool, refeições fora de horas, na cama, num quarto que não é o seu, a quilómetros de distância da sua almofada.

E mesmo que dormir faça parte dos planos, acaba a dar voltas e voltas na cama porque, ainda por cima, está calor. As férias nem sempre são sinónimo de descanso e alguns estudos sugerem mesmo que, durante a temporada de verão, acabamos a dormir menos e pior.

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"A temperatura atmosférica mais elevada, a ausência de regras relacionadas com a pressão de horários escolares ou laborais e atividades de férias com maior número de distrações noturnas podem prejudicar o sono nas férias de verão. Por outro lado, as viagens em férias associadas a longas distâncias e a destinos com fusos horários diferentes - provocando o chamado ‘jet lag’ -, assim como a alteração do habitual ambiente do quarto, podem perturbar a rotina necessária a um bom sono", explica a especialista em perturbações do sono Susana Sousa, da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Entenda por isso que, para regressar ao trabalho e à escola com as baterias recarregadas, é fundamental dormir sete a nove horas por dia. E durma cedo: a exposição à luz solar, no início da manhã, pode ajudar a regular o ciclo de sono-vigília.

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Durante o dia, pratique exercício físico ao ar livre: é uma arma implacável contra o acordar rabugento. "Uma refeição ligeira à noite, sem álcool, cafeína ou bebidas com gás são recomendações para um bom sono", aconselha a pneumologista.

Discurso Direto

Susana Sousa, médica pneumologista

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CM: O número de horas de sono recomendadas varia em função da idade?

Susana Sousa - Sim. A Academia Americana de Medicina do Sono recomenda 7 a 9 horas de sono na idade adulta, 8 a 10 horas para adolescentes (13-18 anos) e 9 a 12 horas de sono para crianças entre 6 e 12 anos.

- Quais os riscos da automedicação neste campo?

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- Está documentado um aumento progressivo do consumo de medicamentos para dormir, o que aliado ao aumento da prevalência da obesidade aumenta o risco de doenças respiratórias do sono. O diagnóstico correto é essencial.

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