Greve dos trabalhadores da saúde com 70% de adesão

Greve, convocada pelo STTS, decorre, esta segunda-feira, e na terça-feira entre as 00h00 e as 24h00.

04 de maio de 2026 às 18:52
Greve dos trabalhadores da saúde com 70% de adesão Foto: Getty Images
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O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS) disse, esta segunda-feira, que a greve nacional dos trabalhadores da saúde teve uma adesão de 70%, num balanço do dia.

"Neste momento ainda temos algumas ULS [Unidades Locais de Saúde] e USF [Unidades de Saúde Familiares] por apurar. Vamos ver se amanhã conseguimos manter a percentagem [70%]", disse Mário Rui à Lusa, ao fazer o balanço do dia pelas 15h00.

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A greve, convocada pelo STTS, decorre, esta segunda-feira, e na terça-feira entre as 00h00 e as 24h00.

Por volta das 10h00, o dirigente estimou uma adesão de 60% à paralisação.

Segundo o responsável os principais serviços afetados pela greve foram as cirurgias programadas, as consultas externas e os blocos de cirurgia de ambulatório (para utentes sem necessidade de internamento).

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Por exemplo, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, alguns utentes viram consultas e análises adiadas por causa da greve.

De acordo com Mário Rui, os hospitais mais afetados, esta segunda-feira, pela paralisação foram o Hospital de Santa Maria (Lisboa), o Hospital Pulido Valente (Lisboa), o Hospital de São José (Lisboa), o Hospital Egas Moniz (Lisboa), o Hospital de Santo António (Porto) e o Hospital de Faro.

O presidente do STTS referiu que os técnicos auxiliares de saúde foram os trabalhadores que mais aderiram à greve.

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O responsável indicou que a paralisação abrange todos os trabalhadores da saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, assistentes técnicos, auxiliares de saúde e assistentes operacionais.

Em relação às revindicações da greve, Mário Rui explicou (numa concentração em frente ao Hospital de Santa Maria por volta das 10:00), que "há um problema grande em relação ao pagamento das horas extraordinárias" e que os trabalhadores da saúde "querem realmente ser ouvidos".

A falta de progressão nas carreiras e do correspondente aumento de salários também foi apontado pelo dirigente, que lembrou que há casos pendentes desde 2023.

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Mário Rui referiu também que os trabalhadores exigem uma carreira nova para os técnicos auxiliares de saúde, que não é revista "há muito tempo".

"Os trabalhadores estão cansados. Neste momento muitos deles nem sequer as horas extra têm em dia", exemplificou o presidente do sindicato que integra trabalhadores por conta de outrem de todos os setores de atividade, seja público, privado ou cooperativo.

Mário Rui disse também que houve ameaças de processos disciplinares para "desviar os trabalhadores da greve" no Hospital de Braga, Hospital de São Teotónio (Viseu) e no Hospital de São José (Lisboa).

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"Fomos confrontados com algumas tentativas por parte das administrações e das chefias que estão a tentar desviar os trabalhadores da greve, com ameaças de processos disciplinares. Não os deixaram faltar ao serviço, ligaram-lhes para casa", explicou Mário Rui.

Para 12 de maio já foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) uma outra greve nacional, que vai abranger os setores público, privado e social para exigir ao Governo que "resolva vários problemas" para dignificar a profissão.

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