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Greve na saúde adia consultas e sindicato denuncia pressões sobre funcionários

Cirurgias programadas são alguns dos serviços afetados pela greve que decorre esta segunda e terça-feira.

04 de maio de 2026 às 13:50
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Greve dos trabalhadores da saúde com 60% de adesão

A greve de trabalhadores da saúde levou a que consultas marcadas há um ano fossem desmarcadas e, segundo o sindicato que convocou a paralisação, alguns funcionários foram pressionados a trabalhar pelas chefias.

"Eu tinha uma consulta de oftalmologia marcada há um ano e entretanto hoje cheguei cá e o médico não apareceu", disse à Lusa Emília Alves, 65 anos, à saída do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

A paralisação, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS), vai decorrer esta segunda-feira e terça-feira entre 00:00 e as 24:00.

Por volta das 10:00, o presidente do STTS, Mário Rui disse que a greve estava com uma adesão de 60% e que as consultas externas e as cirurgias programadas são alguns dos serviços afetados pela greve.

Emília Alves disse que esperou uma hora pelo médico e que não sabe para quando a consulta será remarcada.

"Tirei um dia de férias para isto", lamentou.

Outro utente, Fernando Bernardes, de 78 anos, que vive em Torres Vedras, foi ao Hospital de Santa Maria fazer análises, mas não conseguiu.

"Eu tinha análises marcadas para as 08:57. Já passava da hora e disseram-me que estavam em greve e que não faziam análises", disse Fernando Bernardes.

Na terça-feira, o utente fará nova tentativa de fazer as análises, embora sem certezas uma vez que a greve se estende até esse dia.

Apesar das consultas e análises adiadas por causa da greve, a dirigente sindical da Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins públicos (Fesap) Cristina Guerreiro disse que há auxiliares e técnicos de saúde a serem pressionados a trabalhar durante a greve.

Na Unidade Local de Saúde (ULS) Lisboa Ocidental uma "enfermeira-chefe está a impedir os auxiliares de fazerem greve", disse Cristina Guerreiro, indicando que recebeu telefonemas a reportar a situação.

A dirigente sindical da Fesap, a federação que integra o STTS, indicou que a enfermeira chefe da ULS Lisboa Ocidental também não está a deixar os enfermeiros fazer greve.

"[A enfermeira chefe] diz que têm que ficar. Que têm que ficar, que as pessoas não podem ir embora. [Os funcionários] têm que fazer as coisas, isto é ridículo" e na opinião de Cristina Guerreiro constitui uma imposição.

Segundo a dirigente sindical, os casos de funcionários pressionados a ir trabalhar acontecem no Hospital Egas Moniz e no Hospital de São Francisco Xavier, que fazem parte da ULS Lisboa Ocidental.

Por outro lado, o presidente STTS, Mário Rui disse que há situações de trabalhadores a receberem ameaças de processos disciplinares se fizerem greve no Hospital de Braga, Hospital de São Teotónio (Viseu) e no Hospital de São José (Lisboa).

"Fomos confrontados com algumas tentativas por parte das administrações e das chefias que estão a tentar desviar os trabalhadores da greve, com ameaças de processos disciplinares. Não os deixaram faltar ao serviço, ligaram-lhes para casa", contou o presidente do sindicato.

O responsável disse que a greve pelo pagamento de horas extras e progressão nas carreiras abrange todos os trabalhadores da saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, assistentes técnicos, auxiliares de saúde e assistentes operacionais

Para 12 de maio já foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) uma outra greve nacional, que vai abranger os setores público, privado e social para exigir ao Governo que "resolva vários problemas" para dignificar a profissão.

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