Ministro diz que “65% das provas estão corrigidas”, mas professores relatam situação caótica
Ministro da Educação insiste que haverá notas dia 17, mas professores classificadores continuam desesperados.
O ministro da Educação garantiu quarta-feira na SIC que “65% das provas distribuídas estão corrigidas”, sendo a afixação de notas no dia 17 “para cumprir”. Um discurso que contrasta com o desespero dos professores classificadores no portal Metaprof: uns continuam à espera de provas para corrigir, outros são ‘bombardeados’ com muitas provas e outros esperam por folhas de continuação com respostas para poder dar as notas.
“Dia 9 e ainda sem provas para classificar! Sou corretora do exame de Filosofia, que exige tempo e atenção para uma classificação justa. Quantos dias terei para o fazer?”, escreveu uma docente do Porto, quando faltam menos de quatro dias úteis para o prazo final da correção, que foi adiado para dia 14, a próxima terça-feira.
“Isto já ultrapassa o ridículo. Estou desde o dia 3 à espera de folhas de continuação de seis exames. TODOS os dias relato a situação no fórum, para o Júri Nacional de Exames. Não consigo concluir o meu trabalho. Estou esgotada. Temo que as folhas de continuação estejam perdidas - se for esse o caso, faço o quê?”, questiona uma professora de Évora
“Por aqui, o número de itens continua a aumentar”, refere outro docente, acrescentando: “Depois de, na noite de quinta, ter recebido 150, recebi, no final da tarde de terça, mais 145. Neste momento, faltam-me corrigir mais do que já consegui corrigir e gostaria de rever o que já fiz pois, teoricamente, os critérios definitivos saem hoje”.
Um professor de Santarém resumia o panorama geral: “Apesar de ainda estarem a ser distribuídos itens às centenas num tempo curto para classificação, sobrecarregando os professores, o que ainda não estão a conseguir resolver com celeridade prende-se com a questão das milhares (a avaliar pelo que se percebe nos fóruns) de folhas de resposta que não aparecem e inviabilizam a atribuição de cotação à resposta”.
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