Nova carreira para fixar dentistas no SNS
Parlamento aprovou dois projetos de lei que criam a carreira dos médicos dentistas. Só 150 trabalham no SNS.
O Parlamento aprovou na sexta-feira dois projetos de lei, do PS e do PAN, que criam a carreira de médicos dentistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o que poderá ajudar a fixar estes profissionais no SNS, onde trabalham 150, pouco mais de 1% do total de profissionais a exercer. A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) considerou que a aprovação da carreira para os profissionais que trabalham no SNS é "um novo capítulo" para a saúde oral no País.
O projeto de lei do PS define que a carreira aplica-se aos médicos dentistas em regime de contrato individual que trabalham nas entidades públicas empresariais do SNS, com a sua integração a ter de ser formalizada por despacho do Governo num prazo máximo de 90 dias a contar da data da sua entrada em vigor. No seu diploma, o PAN estima que 25% da população não dispõe de meios financeiros para aceder a consultas de medicina dentária, o que evidencia a "insuficiente cobertura pública nesta área", alertando para a integração que tem sido de feita de médicos dentistas em regimes laborais desadequados e precários.
Em reação à aprovação dos diplomas na generalidade, Miguel Pavão, bastonário da OMD, frisou que este "compromisso político" terá "impacto direto na vida dos profissionais e dos cidadãos". Para o responsável, só com uma carreira especializada "será possível criar condições justas e dignas para a fixação de profissionais no setor público".
Precariedade laboral
No debate realizado na quinta-feira, as bancadas parlamentares coincidiram na necessidade da criação da carreira, devido à precariedade laboral da maior dos dentistas que trabalham no SNS.
Recibos verdes
A maioria dos 150 médicos dentistas no SNS trabalham a recibos verdes, enquanto os restantes são colocados em carreiras gerais, como a de técnico superior.
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