OesteCim vai coordenar candidaturas a apoios na região do Oeste
Medida decidida na sequência de uma reunião dos 12 municípios do Oeste com o ministro adjunto e da Reforma Administrativa.
A Comunidade de intermunicipal do Oeste (OesteCim) vai coordenar os processos de candidaturas a apoios para reparação dos danos causados pela depressão Kristin na região do Oeste, informou esta sexta-feira o presidente, Hermínio Rodrigues.
"Estamos já a preparar um procedimento para coordenar todos os processos de candidaturas para apoios às empresas e às famílias, em vez de estas estarem a ser feitas município a município", disse à agência Lusa o presidente da OesteCim, Hermínio Rodrigues.
A medida foi decidida na sequência de uma reunião dos 12 municípios do Oeste com o ministro adjunto e da Reforma Administrativa, Gonçalo Matias, a direção da estrutura de missão da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, I.P. (ARTE, I.P.) e o coordenador da Estrutura de Missão criada para apoiar a recuperação das áreas afetadas pela tempestade Kristin, Paulo Fernandes.
O encontro de trabalho, realizado na quinta-feira à noite, na sede da CIM, nas Caldas da Rainha, "foi uma reunião muito produtiva", afirmou Hermínio Rodrigues, adiantando que "o principal aspeto positivo foi a informação de que a partir de esta sexta-feira vai haver um único formulário para que as pessoas se possam candidatar àqueles apoios que já são conhecidos, até aos 10 mil euros, para pequenos arranjos nas casas".
"O que temos agora é possibilidade de começarmos a fazer candidaturas e podermos avançar com as obras imediatamente para darmos, também nós, uma resposta positiva às nossas populações", acrescentou o também presidente da Câmara de Alcobaça.
Na região do Oeste, onde "há milhares de prejuízos em vários concelhos", a coordenação dos pedidos de apoio, com base nos levantamentos feitos pelos municípios "é um trabalho importantíssimo para darmos uma resposta satisfatória e rápida a todas as nossas populações e empresas", sustentou o autarca.
Na área da OesteCim, - que abrange os municípios de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, no distrito de Leiria, e de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, no distrito de Lisboa -- é ainda "impossível fazer uma estimativa dos prejuízos".
"Todos nós temos estragos em escolas, piscinas, estradas, condutas de água", causados pela depressão Kristin e agravados com "este temporal Leonardo que provocou uma destruição muito grande das condutas de água além dos territórios inundados", explicou Hermínio Rodrigues.
A área agrícola da região "foi também muito fustigada e temos que ter uma resposta rápida a todas estas situações, que pode ser agilizada através da coordenação da CIM, e da partilha de informação com todos os municípios para que todo o processo avance de forma mais célere", concluiu.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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