Plano de contingência dos SMAS Almada foi ativado e criado gabinete de crise
Anúncio foi feito esta segunda-feira pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Almada.
O plano de contingência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada foi ativado e criado um gabinete de crise devido às situações de falhas de abastecimento de água no concelho, foi esta segunda-feira anunciado.
O anúncio foi feito pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Almada, no distrito de Setúbal, Filipe Pacheco, no início da reunião pública do executivo.
Nos últimos dias, moradores de várias localidades do concelho têm relatado sucessivas falhas de água, tendo sido lançada uma petição, que conta já com mais de quatro mil assinaturas, na qual são exigidas medidas urgentes para minimizar os impactos da falta de água.
De acordo com o texto, "há várias semanas que milhares de residentes e comerciantes enfrentam cortes de água recorrentes, muitas vezes durante horas consecutivas e frequentemente em períodos críticos do dia, nomeadamente ao final da tarde e início da noite, quando a maioria das famílias regressa a casa e necessita de utilizar este serviço essencial".
A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) já pediu, entretanto, esclarecimentos aos SMAS.
A moção de censura, mesmo que seja aprovada, não é vinculativa e, por isso, não terá qualquer efeito prático na continuidade do executivo, mas o presidente da Comissão Política Concelhia de Almada do PSD e também vereador, Paulo Sabino, espera que seja "um abre olhos" para a presidente da autarquia.
A Câmara Municipal de Almada, liderada pela socialista Inês de Medeiros, tem quatro elementos eleitos pelo PS, três pela CDU (PCP-PEV), dois pelo PSD e outros dois eleitos pelo Chega. Em minoria, o PS assinou um acordo de governação com a CDU.
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