Proteção Civil alerta para chuva e vento forte no litoral Norte e Centro

Ventos poderão atingir os 75 quilómetros por hora (km/h).

09 de fevereiro de 2026 às 14:30
Proteção Civil alerta para chuva e vento forte no litoral Norte e Centro Foto: Getty Images
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A Proteção Civil alertou esta segunda-feira a população para um agravamento das condições meteorológicas no litoral Norte e Centro, com chuva "por vezes forte" até ao início da tarde e ventos que poderão atingir os 75 quilómetros por hora (km/h).

"Este quadro meteorológico anuncia-nos chuva, por vezes forte no litoral Norte e Centro, até o início da tarde, vento moderado, mais forte na costa, junto à zona da costa e nas terras altas, com rajadas que poderão ir até aos 75 km/h, e também com agitação marítima forte", avisou o comandante nacional da Proteção Civil.

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Mário Silvestre falava na conferência de imprensa sobre o ponto de situação do mau tempo na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.

Segundo o responsável, este cenário terá impacto nos cursos de água e nas albufeiras, apesar de a precipitação ter diminuído, permitindo uma descida aparente dos caudais.

"A qualquer momento, esses cursos de água podem voltar a subir", alertou, acrescentando que "não é uma situação estável" e pode alterar-se rapidamente.

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A Proteção Civil recomenda que as populações se mantenham vigilantes e procurem informação atualizada junto dos Serviços Municipais de Proteção Civil e das autoridades locais, de forma a garantir que todas as decisões são tomadas em segurança.

O comandante destacou ainda o "trabalho excecional de entreajuda" demonstrado pela população em várias regiões do país.

No balanço das 12:30, Mário Silvestre insistiu também na adoção de comportamentos seguros em zonas inundadas.

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"Não caminhe em zonas inundadas. Temos vários acidentes, alguns deles com fraturas, por as pessoas serem arrastadas por estes cursos de água", recordou, alertando a população para se manter longe de rios, ribeiras e linhas de água, "mesmo que a corrente pareça fraca".

O responsável lembrou que qualquer sinal de instabilidade deve ser comunicado às autoridades, como "alguma fissura recente no solo, queda de árvore ou algum tipo de deslizamento".

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

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A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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