Psicóloga identifica 'bandeiras vermelhas' para detetar um "homem machista"

Especialista diz que assim que os comportamentos forem detetados, o melhor a fazer é "não perder tempo".

12 de abril de 2024 às 14:54
Relação amorosa Foto: Marcelo Chagas/ Pexels
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Está apaixonada e quer saber se ele é o homem certo? Bárbara Zorrilla Pantoja, a diretora do Centro de Psicoterapia e fundadora da Psicoterapia Integral da Mulher, em Espanha, explica os fatores que considera mais preocupantes quando se trata de detetar um homem machista. Desde impor tarefas à mulher a impedir que esta socialize, aqui estão alguns comportamentos tóxicos que a psicóloga alerta para que as mulheres tenham cuidado nas relações.

Para a especialista, uma das maiores 'bandeiras vermelhas' num homem é quando este demonstra posições ultra-conservadoras e quer perpetuar ideias rígidas sobre o papel da mulher na sociedade. "É claro que ele não é corresponsável pelas tarefas domésticas, porque desde sempre nós as fizemos muito bem', explica ao El País.

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Este homem também gosta de atacar a autoestima das mulheres, com comentários degradantes e humilhantes, menosprezando as suas opiniões. "Por exemplo, diz que uma mulher chegou a uma posição de poder, não pelo seu talento", afirma.

Bárbara Zorrilla Pantoja diz que outro sinal que se deve ter em consideração é quando o homem precisa de manter o desequilíbrio de poder na relação e assume controlo sobre a parceira. Este homem costuma dar prioridade às próprias necessidades e ignorar as da mulher porque estas não passam "de um problema dela".

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Segundo Bárbara Zorrilla Pantoja, este homem também é possessivo e não gosta que a namorada socialize com outras pessoas.

"Diz que as amigas solteiras são um perigo, porque o objetivo de todas as mulheres é encontrar um homem", exemplifica.

Este homem, segundo a psicologa, critica "a liberdade sexual das mulheres e sente-se ameaçado por mulheres fortes e confiantes".

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"Claro que ele vai criticar o movimento feminista, seja abertamente, falando das feminazis, deturpando o seu significado ou equiparando-o ao machismo, dizendo que o que ele quer é igualdade, seja com comentários menos evidentes, como o de que a igualdade de género já existe e a luta não é necessária, porque as mulheres hoje em dia exageram, ou que a violência não tem género", acrescenta.

De acordo com a especialista, assim que os sinais forem detetados, o melhor a fazer é "não perder tempo".

"A minha recomendação é não perder tempo ou, pelo menos, avaliar se vale a pena fazer este trabalho e pensar se queremos investir esse tempo e energia, quando é mais fácil sermos claras sobre o que queremos numa relação e assumir que, se alguém não cumpre esses requisitos, há homens que cumprem, sem que tenhamos de os ensinar a fazê-lo", conclui.

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