"Reduzimos as áreas geográficas de colocação de professores", diz ministro da Educação

Medida surge após nova reunião com os sindicatos.

09 de março de 2023 às 20:06
João Costa
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O ministro da Educação, João Costa, revelou esta quinta-feira que as áreas geográficas de colocação dos professores "vão ser reduzidas". Vão ter áreas de colocação de cerca de 50 quilómetros de distância.

O tempo de serviço em creche vai passar a ser contabilizado. Estas medidas surgem após nova reunião com os sindicatos.

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Contudo, embora o Governo e os Sindicatos tenham chegado a acordo em alguns pontos, os professores vão continuar em greve uma vez que não foram cumpridas grande parte das exigências dos docentes.

O ministro da Educação manifestou-se esta quinta-feira disponível para negociar outras matérias, mas apelou ao regresso à normalidade nas escolas e ao fim das greves, sem confirmar se as reuniões negociais serão agendadas se as paralisações se mantiverem.

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A recuperação integral do tempo de serviço, uma das principais reivindicações dos docentes, não está em cima da mesa, mas há abertura do Governo para negociar com os sindicatos do setor quatro propostas concretas, anunciou esta quinta-feira João Costa, no final da reunião de negociação suplementar sobre colocação e concursos, que terminou sem acordo. 

Em conferência de imprensa, e sem avançar detalhes, o ministro da Educação esclareceu que estão em causa a "correção dos efeitos assimétricos" do período em que a carreira docente esteve congelada, a correção de desigualdades na redução do tempo da monodocência, a redução da burocracia e a regularização da situação de técnicos superiores com contratos precários.

"A disponibilidade que temos para negociar estas matérias, deve ser acompanhada pela disponibilidade para a retoma da normalidade nas escolas, permitindo aos alunos retomar as suas aprendizagens", afirmou, esclarecendo que foi apresentada uma data indicativa para o início das reuniões: 20 de março.

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Da parte dos sindicatos, todos asseguraram que as greves vão manter-se a, em representação da plataforma sindical de nove organizações, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou uma greve nacional em junho, novas greves por distritos e a todo o serviço não letivo.

Questionado se a reunião prevista para daqui a pouco mais de uma semana estaria dependente de um recuo por parte dos representantes dos docentes, João Costa não foi perentório e insistiu no mesmo apelo.

"O país todo aguarda que haja serenidade. Do nosso lado, não houve nunca uma postura que não fosse dialogante e de abertura", começou por dizer o ministro, acrescentando: "É nesse espírito que queremos continuar, mas, obviamente, apelando a que tenhamos condições de um diálogo construtivo e sereno".

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