Sindicato satisfeito com avanços obtidos com greve dos trabalhadores da AIMA
Sindicato abriu ainda a porta a novos protestos caso as promessas do Governo não sejam cumpridas.
O Sindicato dos Técnicos de Migração manifestou-se satisfeito com os avanços obtidos com a greve dos trabalhadores da AIMA que esta sexta-feira termina, abrindo a porta a novos protestos caso as promessas do Governo não sejam cumpridas.
"Já conseguimos várias coisas com esta greve, incluindo o desbloqueamento de algumas situações, ou pelo menos um novo diálogo de informações e de situações que estavam bloqueadas. Por isso, já estamos muito satisfeitos com o resultado desta greve", disse esta sexta-feira à Lusa a presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração.
Manuela Niza escusou-se, contudo, a precisar que situações foram desbloqueadas, por, alegou, ter ainda de confirmar com a tutela se as promessas são "para valer".
"Isto não é para parar. Não vamos ficar satisfeitos apenas com as promessas, porque as promessas nós já as ouvimos", avisou.
Os trabalhadores da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) iniciaram em 01 de junho uma paralisação de quatro dias úteis, que termina esta sexta-feira, por melhores condições de trabalho e de funcionamento dos serviços.
Segundo a dirigente sindical, a paralisação abrangeu cerca de 1.100 trabalhadores, incluindo "mediadores culturais que estão neste momento a funcionar como técnicos", e a adesão foi em média de 48% a 50%.
O protesto levou ao encerramento de postos da AIMA em todo o país, com os funcionários a optarem por atender os imigrantes com agendamento, ficando fechados os balcões de informação, frisou.
"Os nossos utentes, alguns deles, esperam um agendamento há mais de dois anos. E, portanto, ao esperarem esse agendamento e tê-lo na mão, é muito difícil nós dizermos 'não, não vamos fazê-lo", sublinhou Manuela Niza.
No primeiro dia da greve, o secretário de Estado Adjunto e da Presidência e Imigração mostrou-se compreensivo com alguns dos motivos da greve dos trabalhadores da AIMA e defendeu que o Governo tem vindo a desenvolver medidas desde que há dois anos recebeu a Agência "com falta de dimensões e condições", mas recusou a criação de uma carreira especial, uma das principais reivindicações do Sindicato dos Técnicos de Migração.
"O sindicato tem uma determinada interpretação. A AIMA tem um serviço organizado e é dentro desse enquadramento que está a trabalhar e que tem tido sucesso, ainda que constrangimentos que lamentamos, mas fruto de explosão de procura de serviços", justificou Rui Armindo Freitas.
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