Trabalhadores da EGEAC manifestam-se em frente à Câmara de Lisboa na sexta-feira

Profissionais convocaram uma greve geral para sexta-feira, "por salários dignos, respeito pelo Acordo de Empresa e valorização da cultura pública".

23 de abril de 2026 às 14:11
Câmara de Lisboa Foto: Direitos Reservados
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Os trabalhadores da EGEAC Lisboa Cultura vão manifestar-se frente à Câmara Municipal de Lisboa na manhã de sexta-feira, dia em que estarão em greve e em que está prevista a presença da administração da empresa municipal na reunião camarária.

Os trabalhadores da EGEAC convocaram uma greve geral para sexta-feira, "por salários dignos, respeito pelo Acordo de Empresa e valorização da cultura pública", tinha já anunciado o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

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Adicionalmente, os trabalhadores vão concentrar-se na Praça do Município, pelas 10h00, "considerando que a administração se encontrará na reunião de câmara prevista para este dia", informou posteriormente o sindicato, em comunicado.

O STML acusa a administração da EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de "continuar a recusar valorizar os salários de quem faz a empresa funcionar" e de se limitar a "declarações sem impacto real na vida de quem trabalha", que "não são acompanhadas de decisões concretas sobre reclassificações, reposicionamentos salariais, condições e horários de trabalho, formação profissional ou medicina do trabalho".

Os trabalhadores reivindicam um aumento salarial de 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador, considerando que o aumento salarial previsto para este ano, "de 56 euros e/ou 2,15%, é manifestamente insuficiente".

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O sindicato apontou ainda como motivos para a greve os direitos que os trabalhadores da EGEAC foram perdendo ao longo dos últimos anos e opções da administração que "estão a criar instabilidade nas equipas e incerteza sobre o futuro dos projetos, dos equipamentos e da própria missão pública da empresa".

O sindicato dos trabalhadores do município de Lisboa - no qual se enquadram os trabalhadores da EGEAC, uma vez que a empresa tem como acionista único a Câmara de Lisboa, presidida por Carlos Moedas (PSD) - recordou ainda as recentes decisões sobre a direção e gestão de vários equipamentos culturais, lamentando que tenham sido tomadas "sem informação clara, sem transparência e sem comunicação atempada aos trabalhadores".

Essas decisões, em particular no Museu do Aljube - Resistência e Liberdade e no Teatro do Bairro Alto, ocorreram sem o envolvimento dos trabalhadores da EGEAC, "limitando o seu acompanhamento informado", reforçou o STML, considerando que tal "gera instabilidade nas equipas e incerteza quanto ao futuro dos projetos, dos equipamentos e da missão pública da empresa".

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Neste sentido, a greve geral de 24 de abril pretende ser uma resposta coletiva dos trabalhadores da EGEAC Lisboa Cultura "à desvalorização e estagnação" na empresa municipal, assim como "uma resposta ao silêncio e à falta de transparência", indicou.

Questionada pela Lusa, a EGEAC disse não ter até ao momento qualquer aviso prévio sobre eventuais encerramentos de equipamentos.

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