Turismo de Portugal vai apoiar restauração com alargamento do prazo para saldar dívidas
Questionado sobre uma potencial crise no setor, ministro Castro Almeida sublinhou que a restauração é "muito importante" e "emprega muita gente".
O Turismo de Portugal vai apoiar as empresas do setor turístico, incluindo a restauração, através do pagamento de dívida à banca e alargando os prazos de devolução do dinheiro ao organismo, anunciou esta quarta-feira o ministro da Economia e da Coesão Territorial.
"O Turismo de Portugal vai ajudar estas empresas. Vamos prolongar os prazos de pagamento, tornar as prestações mais fáceis. Aquelas que devem à banca, o Turismo de Portugal vai substituir-se e vai antecipar o dinheiro e pagar à banca, e as empresas ficam a pagar ao Turismo de Portugal num tempo mais dilatado", afirmou Manuel Castro Almeida na sua participação na conferência 10 Anos Conversa Capital, a decorrer em Lisboa.
Questionado sobre uma potencial crise no setor, Castro Almeida sublinhou que a restauração é "muito importante" e "emprega muita gente". "É um elemento integrador da promoção turística e essencial", afirmou, acrescentando que muitas empresas de restauração estão ainda a pagar os custos da pandemia".
Além disto, o ministro avançou que as pequenas empresas serão apoiadas "com pequenos valores" de até 60.000 euros.
Deste valor, detalhou, "70% serão reembolsáveis e 30%, se atingirem os resultados, serão a fundo perdido".
"Isto significa uma ajuda relevante para quem tem de investir e não tem capitais próprios neste momento e, sobretudo, aliviar a pressão daqueles que estão a pagar os encargos que ainda vêm da covid-19", disse.
Sem um prazo definido, Castro Almeida antecipou que estes apoios devem estar disponíveis "muito rapidamente" e estimou que a legislação possa estar aprovada em fevereiro.
O ministro sublinhou que o que tem ocorrido é "um abrandamento" e não necessariamente uma quebra.
"Eu preferia crescer mais, porque acho que há espaço para crescer mais - não sou dos que pensam que o turismo atingiu o limite", disse.
Nesse sentido, apontou que há muitas zonas do país e muitas épocas do ano em que Portugal poderia acolher mais turistas, mas que tal necessita de "muitas ações".
O ministro destacou ainda as limitações do aeroporto de Lisboa - considerando que "a situação desgraçada" na entrada de visitantes de fora do espaço Schengen já está resolvida - e que o processo da construção no novo aeroporto "está a seguir os seus passos normais".
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