Unidades Locais de Saúde falharam todas as metas de reforma prometidas
Ministério da Saúde diz aguardar resultados de avaliação externa conduzida pela Organização Mundial da Saúde para decidir medidas a adotar.
Nenhuma das 31 Unidades Locais de Saúde (ULS) criadas em janeiro de 2024, que se juntaram às oito já existentes, cumpriu as metas estabelecidas, incluindo poupanças previstas através da internalização de meios de diagnóstico, de acordo com uma investigação académica noticiada esta sexta-feira pelo jornal Expresso.
Por outro lado, houve um aumento nas despesas sem as melhorias correspondentes na eficiência produtiva, na capacidade de atendimento ou no acesso aos cuidados de saúde.
Especialistas e autores do estudo apontam que a reforma foi implementada sem condições adequadas, com planos de negócios vagos, falta de monitorização a curto prazo e uma abordagem de "comando e controlo", que negligenciou a coordenação funcional necessária entre as estruturas.
A instabilidade na equipa ministerial e nas administrações da ULS, apontam os investigadores, aliada à falta de autonomia e ao sub-financimaneto crónico do Serviço Nacional de Saúde (SNS), são um obstáculo significativo ao sucesso do modelo.
O gabinete da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, questionado pelo Expresso, recorda que “o alargamento do modelo das ULS a todo o território foi implementado apesar do parecer desfavorável da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos”. Nesse sentido, revela ainda, aguarda os resultados de uma avaliação externa conduzida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para decidir as medidas a adotar.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt