‘Rio atmosférico’ inunda Alto Minho
Furacão ‘tammy’ funcionou como um gerador de humidade.
Rios a galgar margens, carros submersos, inundações, derrocadas, estradas cortadas e quedas de árvores. Foi este o resultado do temporal que assolou esta quinta-feira as zonas Norte e Centro do País. O Alto Minho foi a zona mais fustigada.
Das 00h00 até às 17h30, a Proteção Civil registou 441 ocorrências, com especial incidência nas zonas Norte (214) e Centro (175). Há registo de 190 quedas de árvores e 114 inundações.
A subida repentina das águas do rio Lima fez a água galgar as margens, junto à vila de Ponte de Lima, e alagou o parque de estacionamento. Dois carros ficaram totalmente submersos. A operação de resgate, com dois camiões-grua, demorou quatro horas e meia. A estátua do general romano Decius Junius Brutus, montado no seu cavalo, na margem direita do rio, também ficou parcialmente submersa. A estátua, colocada num pedestal, tem cerca de dois metros de altura.
Em Arcos de Valdevez, o rio Vez transbordou e inundou a zona histórica da Valeta. Em Ponte da Barca e Vila Nova de Cerveira, a chuva forte causou derrocadas e obrigou ao corte de estradas. No Porto, a circulação automóvel e pedonal na Avenida D. Carlos I foi interrompida esta quinta-feira às 21h00. Amanhã, a situação vai ser reavaliada.
Na zona Centro, o temporal fez estragos na Figueira da Foz, com vários estabelecimentos comerciais e habitações inundados.
Na origem do temporal esteve uma massa de ar muito húmido, fenómeno conhecido como ‘rio atmosférico’ (muita chuva, num curto espaço de tempo, num mesmo local). A causa foi o furacão ‘Tammy’, que passou pelas Caraíbas, e funcionou como um gerador de humidade que se dirigiu para a Península Ibérica. Segundo o IPMA, a chuva vai continuar nos próximos dias.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt