Ano com temperaturas recorde deve ser batido até 2030, alerta a ONU
Organização Meteorológica Mundial da ONU diz que cenário é quase certo à medida que a crise climática aumenta.
As ondas de calor e as altas temperaturas fora de época têm sido cada vez mais frequentes. Agora, a Organização Meteorológica Mundial da ONU (OMM) alerta que deveremos ter, até 2030, um ano com temperaturas recorde. Este é um cenário quase certo à medida que a crise climática aumenta.
Um relatório elaborado para a OMM pelo Serviço Meteorológico do Reino Unido mostra que existe uma probabilidade de 86% de que pelo menos um ano entre 2026 e 2030 ultrapasse 2024 como o mais quente desde que há registos, avança o The Guardian.
O relatório prevê ainda que os próximos cinco invernos no Ártico deverão ficar 2,8ºC acima das médias recentes, um dado que mostra que a região está a aquecer mais de três vezes mais rápido do que a média global. Já a Europa, o Sahel, o Alasca e a Sibéria deverão ser mais húmidos do que o habitual de maio a setembro, enquanto a Amazónia deverá ser mais seca.
De acordo com o The Guardian, que cita a OMM, o recorde de temperatura global pode ser batido já em 2027, devido à previsão de um fenómeno El Niño ainda para este ano. A última previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA aponta para a probabilidade de 96% de um El Niño entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. Existe ainda uma probabilidade de 35% de um Super El Niño.
A onda de calor que está a atingir a Europa esta semana é um exemplo das condições meteorológicas extremas provocadas pelo calor retido devido às emissões de dióxido de carbono provenientes de combustíveis fósseis, que continuam a aumentar.
"A mais recente onda de calor na Europa é um lembrete brutal dos impactos crescentes da crise climática, tanto a nível humano como económico. Muitas outras partes do mundo também estão a ser duramente atingidas, como a Índia e outras regiões da Ásia", afirma o responsável pela área do clima da ONU, Simon Stiell.
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