Transbordo do rio Febros causa inundações em Avintes, Vila Nova de Gaia

Fonte dos Bombeiros Voluntários de Avintes apontou para "dificuldades em várias casas" devido à água que galgou as margens.

10 de fevereiro de 2026 às 13:01
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O transbordo do rio Febros, afluente do rio Douro, causou esta terça-feira inundações em Avintes, no concelho de Vila Nova de Gaia, indicaram várias fontes da Proteção Civil local.

Segundo o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto, as primeiras ocorrências começaram a ser registadas às 09:50 para uma zona onde o caudal de água subir devido à muita pluviosidade.

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Já fonte da Proteção Civil de Gaia indicou à Lusa, cerca das 12:00, que o transbordo do rio Febros, um afluente do rio Douro, provocou uma inundação numa habitação.

"Estamos a fazer o acompanhamento da situação porque o caudal aumentou muito, e a avaliar também com o acompanhamento de familiares a situação de um morador sobre se terá ou não de sair de casa", disse a fonte.

Também fonte dos Bombeiros Voluntários de Avintes apontou para "dificuldades em várias casas" devido à água que galgou as margens.

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Além de inundações, as principais ocorrências registadas no concelho têm sido movimentos de terras, quedas de muro e de estruturas, sinalizaram as fontes.

Vila Nova de Gaia ativou até domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), lê-se num despacho datado de sábado e publicado na segunda-feira no 'site' da autarquia.

Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga estão hoje em aviso laranja devido à chuva "persistente e por vezes forte", adiantou esta terça-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

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A chuva persistente vai continuar a atingir nos próximos dias o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo, disse à Lusa a meteorologista Alexandra Fonseca.

A depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste, mas o território do continente continua a ser influenciado por outras depressões que se estão a formar mais a Norte no Atlântico e será ainda atravessado por ondulações frontais que estão associadas a essas depressões, explicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recomendou esta terça-feira aos cidadãos que, nos próximos dias, evitem atividades perto do mar e de rios, circulem com cautela em áreas arborizadas e não atravessem zonas inundadas.

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Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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