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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Cinco pessoas desalojadas em Odivelas na última madrugada devido ao mau tempo

Concelho de Odivelas foi o mais fustigado e registou 185 ocorrências.

09 de dezembro de 2022 às 19:54

Cinco pessoas ficaram desalojadas e vários muros colapsaram na madrugada desta sexta-feira no concelho de Odivelas, distrito de Lisboa, na sequência do mau tempo, disse esta sexta-feira à agência Lusa fonte da autarquia.

O concelho de Odivelas, situado na Área Metropolitana de Lisboa (AML), foi um dos mais fustigados pela intempérie que se fez sentir na noite de quarta para quinta-feira, registando 185 ocorrências, entre as quais inundações, deslizamento de terras, destruição de viaturas e colapso de árvores e muros, tendo ficado nove pessoas desalojadas.

Esta tarde, num novo balanço, fonte da Câmara Municipal de Odivelas adiantou à Lusa que o mau tempo verificado na madrugada de sexta-feira originou no concelho o desalojamento de mais cinco pessoas e provocou a queda de mais muros e também o colapso de estruturas de drenagem de águas pluviais.

A autarquia presidida pelo socialista Hugo Martins indicou que as pessoas desalojadas estão a ser acolhidas no Pavilhão Polivalente de Odivelas e que o município ainda se encontra a fazer o levantamento dos estragos.

A Câmara de Odivelas assegurou também que está planeada uma intervenção nas linhas de água para promover um maior escoamento das águas em casos futuros de inundações.

"Neste momento temos ativo o serviço de aviso e alerta às populações e continuamos a apostar na sensibilização. Durante as ocorrências mantém-se o trabalho no auxílio e evacuação (retirada) das populações", refere ainda a autarquia.

O Governo reuniu esta manhã com os autarcas da Área Metropolitana de Lisboa para avaliar o impacto das cheias registadas na quarta-feira à noite, ficando definido que as autarquias deverão fazer o levantamento dos prejuízos até, no máximo, 15 de janeiro.

"Os apoios dependem sempre do levantamento dos danos", disse a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, salientando que os municípios, em articulação com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, deverão avaliar os prejuízos, se possível, até ao final do ano, tendo ficado como data limite o dia 15 de janeiro.

Desde a noite de quarta-feira, o mau tempo associado à chuva intensa provocou várias inundações, o que motivou o corte de estradas, túneis e acessos a estações de transporte, assim como danos em estabelecimentos comerciais, habitações e veículos, causando elevados prejuízos.

Há a registar a morte de uma mulher em Algés, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, e dezenas de pessoas desalojadas.

Durante a noite de quinta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou em Portugal continental uma centena de ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria das quais na cidade de Lisboa.

Os distritos de Faro, Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal estiveram, esta madrugada, sob aviso laranja, o segundo mais grave do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), devido à previsão de chuva forte.

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