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Prejuízos do mau tempo "bastante acima" dos incêndios de 2024 ou 2025, diz Governo

Ministro da Economia e Coesão Territorial reuniu com autarcas na sequência da depressão Kristin.

30 de janeiro de 2026 às 13:44

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, disse esta sexta-feira que os prejuízos devido ao mau tempo são "bastante acima" dos valores registados nos incêndios de 2024 ou 2025.

"Eu fui fazendo as minhas contas, evidentemente, ao ouvir a descrição do que estava a ser feito e vou criando um número na minha cabeça, mas são números muito redondos. O que eu lhe digo é que são números bastante acima daquilo que foram os prejuízos nos incêndios do ano 2025 ou do ano 2024", afirmou aos jornalistas Castro Almeida.

O ministro falava aos jornalistas após uma reunião, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, com autarcas e outras entidades, na sequência do impacto da depressão Kristin.

"Desta reunião de hoje, eu não pude trazer um número da quantidade dos prejuízos. A esmagadora maioria dos autarcas não arrisca - e compreensivelmente - dar um número de qual é que é o montante de prejuízos de cada concelho. Portanto, é impossível chegar a um valor global", declarou.

Adiantando que o encontro com autarcas permitiu "perceber que a dimensão do problema é, realmente, muito grande", o governante admitiu que o Norte e Sul do país "não têm ideia do que está a acontecer no Centro", sobretudo na região de Leiria, onde vários concelhos apresentam problemas de "grande severidade".

Castro Almeida reconheceu que, devido ao facto de "muitíssimas fábricas" estarem sem teto e sem "condições de trabalhar", a situação "vai mexer nas cadeias de produção", o que "vai ser um problema sério".

Por outro lado, admitiu que o impacto da depressão vai obrigar a mudar prioridades em termos de investimento das câmaras.

"Uma das coisas que estivemos a ver foi que há obras que estão a ser construídas com financiamento do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], têm prazos estritos para serem cumpridos e isto vai dificultar o cumprimento dos prazos", reconheceu.

Adiantando ter pedido aos autarcas para fazerem chegar essas situações ao Governo, para o executivo "obter compreensão de Bruxelas para esses prazos, que são muito rigorosos", Castro Almeida observou: "Se uma escola está a ser construída e se a grua vem abaixo e se os telhados vêm abaixo e o que estava construído vem abaixo, vamos ter de, necessariamente, mexer nestes prazos".

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