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Sintra restrige circulação na serra e Monte da Lua fecha monumentos devido ao risco de incêndio

Câmara de Sintra, em comunicado, informou que reforçou a sua capacidade de resposta para fazer face aos episódios de calor extremo.

03 de julho de 2026 às 20:47

A Câmara Municipal de Sintra determinou esta sexta-feira restrições de atividades e circulação na serra de Sintra, devido ao risco "muito elevado" de incêndio, e a Parques de Sintra-Monte da Lua encerrou até segunda-feira alguns monumentos no perímetro florestal.

Numa nota nas redes sociais, a Câmara de Sintra informou que, devido às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), encontram-se proibidas na serra "atividades culturais, desportivas ou outros eventos que impliquem concentração de pessoas em áreas florestais" e "circulação ou permanência em áreas florestais públicas ou comunitárias, incluindo a respetiva rede viária".

As exceções a estas proibições, acrescentou, abrangem "residentes permanentes ou temporários e pessoas que exerçam atividade profissional" nestas áreas, deslocações "para residência ou local de trabalho, quando não existam itinerários alternativos" e "meios de proteção e socorro, emergência, forças de segurança e Forças Armadas".

A sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML), numa nota, informou que o parque e o Palácio Nacional da Pena e o Castelo dos Mouros, estavam esta sexta-feira encerrados, devido "à evolução das condições meteorológicas", mas uma atualização, pelas 17h30, avançou que estes jardins históricos e monumentos se vão manter fechados até às 23h59 de segunda-feira.

O encerramento inclui, ainda, o Castelo dos Mouros, o Convento dos Capuchos e o Santuário da Peninha e a Tapada e Quintinha de Monserrate, e a decisão tem como objetivo "reforçar a segurança de visitantes, trabalhadores e património, tendo em conta o agravamento das condições no perímetro florestal da serra de Sintra".

Os monumentos da PSML que permanecerão abertos ao público, este fim de semana, serão o parque e Palácio de Monserrate, e os palácios nacionais de Sintra (vila) e de Queluz e, na segunda-feira, a Escola Portuguesa de Arte Equestre, no Picadeiro Henrique Calado, em Lisboa.

Segundo a sociedade de capitais públicos, a situação "continuará a ser acompanhada em permanência e será reavaliada de acordo com a evolução das condições meteorológicas", recomendando aos visitantes a consulta dos canais oficiais e que sigam "as indicações das autoridades e das equipas no terreno".

A Câmara de Sintra, em comunicado, informou que reforçou a sua capacidade de resposta para fazer face aos episódios de calor extremo, em estreita articulação com as juntas de freguesia, forças de segurança, bombeiros, autoridades de saúde e restantes agentes de proteção civil.

Além da identificação de "espaços municipais que poderão ser ativados como abrigos temporários", caso se justifique, está também prevista a disponibilização de salas climatizadas em diversas associações humanitárias de bombeiros do concelho.

No que respeita ao risco de incêndio rural, mantém-se ativado o programa "Aldeia Segura, Pessoas Seguras", promovendo a adoção de medidas de autoproteção em zonas de maior risco do concelho, e a população deve respeitar as indicações e os procedimentos definidos para cada aldeia do programa: Almoçageme, Atalaias, Azóia, Banzão, Casas Novas, Colares, Eugaria, Gigaroz, Mucifal, Pé da Serra, Penedo, Ulgueira e Vinagre.

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