Plano Nacional de Investimentos 2030 vai contemplar um novo projeto.
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O secretário de Estado das Infraestruturas anunciou esta segunda-feira, em Paredes, que o Plano Nacional de Investimentos PNI 2030 vai contemplar a realização de um estudo para uma nova linha férrea no Vale do Sousa.
"Posso aqui dizer, será devidamente aprofundado este projeto da linha do Vale do Sousa no decurso do PNI 2030, na componente dos estudos, em articulação com a Infraestruturas de Portugal [IP] e as câmaras municipais envolvidas no projeto", afirmou Guilherme d'Oliveira Martins.
O secretário de Estado discursava para algumas centenas de pessoas que esta segunda-feira assistiram em Rebordosa, Paredes, à apresentação de um estudo preliminar para a construção de uma linha de caminho de ferro que ligue Valongo a Felgueiras, passando pelos concelhos de Paredes, Paços de Ferreira e Lousada.
Segundo Guilherme d'Oliveira Martins, trata-se de "um projeto apaixonante, numa zona do país com uma atividade económica enorme e com uma densidade populacional que exige, sem dúvida, soluções de mobilidade".
Assinalou, no entanto, que "um projeto desta natureza exige a devida atenção de todos, deve exigir um estudo aprofundado e deve exigir criatividade e disponibilidade".
"É preciso termos os estudos aprofundados e amadurecidos para conseguirmos concretizar o anseio das populações", anotou.
Ouvido pelos cinco presidentes de câmara que apadrinham o projeto (Valongo, Paredes, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras), o governante referiu que, com o anúncio desta segunda-feira, o Governo está "a cumprir aquilo que esta população pede".
Na sessão foi apresentado o estudo mandado elaborar pelo município de Paços de Ferreira e apadrinhado pelas autarquias cujos territórios deverão vir a ser atravessados pela Linha do Vale do Sousa, como foi designada a infraestrutura.
Segundo o estudo, a linha terá cerca de 36 quilómetros, começando na estação de Valongo (ligação à Linha do Douro) e evoluindo para norte, em direção aos concelhos de Paredes, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras.
O projeto aponta para a construção de seis estações: Rebordosa, Lordelo, Paços de Ferreira, Freamunde, Lousada e Felgueiras. Estima-se que a obra implique um investimento de 300 milhões de euros.
A importância do projeto foi defendida pelos presidentes das cinco câmaras, destacando-se sobretudo a importância de se tratar de uma região com cerca de 400 mil habitantes, com dinâmica em termos económicos, onde existem 32 mil empresas, que exportam anualmente de 6,5 milhões de euros. A linha promoverá, foi ainda destacado, uma mobilidade mais eficaz para as populações e amiga do ambiente, beneficiando também a Área Metropolitana do Porto, ajudando a retirar milhares de automóveis da capital do distrito.
Na sessão também interveio Carlos Fernandes, vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, para quem a Linha do Vale do Sousa "faz sentido", mas trata-se de um projeto de tem de ser estudado.
O responsável referiu que a IP está disponível para dar início aos estudos e criar um grupo de trabalho com os municípios para acelerar o processo.
No encerramento dos trabalhos, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Fernando Freire de Sousa, referiu-se à linha do Vale do Sousa como "um projeto que vai servir uma população imensa e com grande dinamismo económico".
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