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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Ação trava saída do presidente do INEM

Paulo Campos interpôs processo para suspender demissão.

18 de março de 2016 às 10:56

O antigo presidente do INEM, Paulo Campos, interpôs na quarta-feira uma providência cautelar com pedido de suspensão do ato de demissão, de que foi alvo a 15 de fevereiro. Esta ação poderá travar o processo de saída do INEM, considerado pela defesa como repleto de "ilegalidades".

"Trata-se de uma questão de injustiça e de ilegalidade por parte da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, que condena sem provas. A minha demissão é baseada num parecer inacreditável da inspetora-geral [Leonor Furtado], que não cumpre a lei", disse ao CM Paulo Campos. Na providência, é contestada a capacidade da inspetora para analisar o caso, tendo por base a condenação de Leonor Furtado no Tribunal de Contas, em 2015, por autorizar despesas públicas em violação da lei. "Quem tem de ser de imediato demitida é a inspetora-geral", diz Paulo Campos que, questionado sobre se deseja regressar ao INEM, revela apenas estar "disponível para o País". Por norma, o Ministério da Saúde deverá apresentar uma resolução fundamentada no prazo de 12 dias. Depois, o caso será analisado por um juiz, o que poderá demorar dois meses. Também na quarta-feira, foi formalizado na Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública o pedido de abertura do concurso para uma nova direção do INEM.

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