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ACP defende obras noutras vias

Antes da requalificação da 2.ª Circular

28 de janeiro de 2016 às 16:33

O Automóvel Clube de Portugal (ACP) defendeu esta quinta-feira que a Câmara de Lisboa tem de realizar várias intervenções na cidade antes de iniciar a requalificação da Segunda Circular para não "prejudicar severamente a mobilidade e a segurança das pessoas".

Num parecer que elaborou sobre a requalificação que a autarquia pretende fazer naquela via, entregue no âmbito da consulta pública do projeto e divulgada esta quinta-feira, o ACP lembra que a Segunda Circular distribui o tráfego para quem entra em Lisboa pelo IC19 (itinerário complementar) e pela A1 (autoestrada).

Para o ACP, essa distribuição só "pode ser feita corretamente se forem concluídas" obras como uma intervenção no nó do Campo Grande, a reformulação das ligações à Avenida Lusíada e a melhoria da ligação da Avenida dos Combatentes ao Eixo Norte-Sul.

O Automóvel Clube de Portugal considera ser também importante fazer intervenções dentro da cidade como melhorar a ligação da Radial de Benfica ao Eixo Norte-Sul e reformular a Praça de Espanha, entre outros.

"Sem estas obras, consideradas essenciais ao desvio de tráfego da Segunda Circular através da Radial de Benfica e do Eixo Norte-Sul, é impossível reduzir em 20% o tráfego que hoje circula na Segunda Circular", lê-se no parecer.

Segurança vai piorar

Quanto à segurança, o ACP afirma que "vai piorar substancialmente" porque vão ser retiradas do meio da via as atuais barreiras metálicas e substituídas por um passeio de 30 centímetros".

"Este lancil não consegue parar nenhuma viatura, pelo que o atravessamento da via, em caso de acidente, é mais do que certo", refere.

Sobre a escolha das árvores da espécie lódão bastardo, de folha caduca, para serem plantadas ao longo da Segunda Circular, o ACP considera que a queda das folhas vai transformar as faixas de rodagem em "vias rápidas de despiste".

O projeto da Câmara de Lisboa visa diminuir o tráfego de atravessamento na Segunda Circular, através da reformulação de alguns acessos e dos nós de acesso.

Prevê-se também a implantação de um separador central maior e arborizado, a redução da largura das vias (onde não se verifica), a montagem de barreiras acústicas, a reabilitação da drenagem e do piso, a renovação da iluminação pública e da sinalética e a diminuição da velocidade, de 80 para 60 quilómetros/hora.

Orçadas em 12 milhões de euros, as obras devem iniciar-se em junho, durando 11 meses.

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