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Correio da Manhã

Sociedade
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ANA pede investigação à falha no abastecimento no aeroporto de Lisboa

Pedido foi feito ao Ministério Público.
24 de Maio de 2017 às 14:15
Aeroporto de Lisboa
Portugal, Petrogal, ANA, Aeroporto Humberto Delgado, Aeroporto de Lisboa, João Nunes, transportes, aviação
Aeroporto de Lisboa
Portugal, Petrogal, ANA, Aeroporto Humberto Delgado, Aeroporto de Lisboa, João Nunes, transportes, aviação
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Portugal, Petrogal, ANA, Aeroporto Humberto Delgado, Aeroporto de Lisboa, João Nunes, transportes, aviação
A ANA - Aeroportos de Portugal pediu ao Ministério Público uma investigação sobre a falha no abastecimento de combustível no aeroporto de Lisboa em 10 de maio, anunciou esta quarta-feira o presidente, adiantando que a gestora do aeroporto quer ser indemnizada.

"Apresentámos um pedido de investigação ao Ministério Público e contratámos uma empresa especialista em combustível para apurar a causa" do incidente, que há duas semanas afetou 41.681 passageiros, disse aos deputados o presidente executivo da ANA, Carlos Lacerda, numa audição no parlamento.

A empresa contratada pela ANA é a Bureau Veritas, que se apresenta na sua página na internet como "líder mundial em Testes, Inspeções e Certificação".

O cancelamento de 97 voos, o atraso de 202 e a divergência de outros 12 voos para outros aeroportos em 10 de maio afetaram, segundo o presidente da ANA, 41.681 passageiros, dos quais 26.704 devido a atrasos, 13.341 por voos cancelados e 1.637 por voos divergidos.

Carlos Lacerda defendeu que não é à gestora que os passageiros afetados devem pedir para serem ressarcidos: "Os passageiros têm de pedir a indemnização às companhias aéreas, pois é com estas que têm contratos de transporte", adiantando que a gestora recebeu "algumas, mas muito poucas".

Por isso, adiantou, é junto das companhias aéreas ou até da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) que o número de reclamações de passageiros deve ser solicitado.

"As peritagens dos seguros foram efetuadas e as pessoas afetadas têm de ser ressarcidas", defendeu, considerando "uma boa ideia" a sugestão de um deputados de publicar no 'site' da ANA informação sobre o seu direito dos passageiros lesados serem indemnizados.

A ANA salientou aos deputados que não foram só os passageiros e as companhias aéreas que foram afetados em 10 de maio: "Nós [a ANA] também fomos afetados e queremos uma indemnização", afirmou Carlos Lacerda.

A gestora do aeroporto de Lisboa, segundo o seu presidente, também foi "extremamente lesada" pelo incidente, assim como "a imagem do país", com consequências para o turismo nacional.

Quanto à falta de informação nos painéis do aeroporto naquele dia sobre os cancelamentos e atrasos de voos por falta de combustível, Carlos Lacerda explicou aos deputados que isso aconteceu por falta "informação fiável" para dar aos passageiros.

"Nem a ANA tinha informação sobre quando o abastecimento ia ser retomado", declarou, porque a "informação que chegava verificava-se não ser correta".

"Iremos até ao fim nas consequências do que se passou", disse Carlos Lacerda, explicando aos deputados que nem a ANA nem as companhias aéreas foram "avisadas" pela responsável do abastecimento de combustível do aeroporto e que a ANA "é especialista em aeroportos, mas não em combustível".

Carlos Lacerda disse ainda aos deputados ter "consciência" que a ANA "fez tudo, e até mais do que devia ter feito", para resolver o problema do abastecimento, e classificou o que se passou como "muito grave", salientando que esta situação foi "inédita" e não tem ainda a causa identificada.

"Só percebendo a causa podemos criar medidas", para que não se volte a repetir, defendeu.

Carlos Lacerda questionou ainda: "Como é possível os três tanques [de combustível] serem afetados? Nós não sabemos. E essa questão tem de ser respondida", adiantou, afirmando que tal incidente "não pode voltar a acontecer".
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