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André Ventura pede ao Governo rapidez na atribuição de apoios

Candidato presidencial esteve em Leiria, onde defendeu que devia ter havido mais prevenção para acautelar os danos.

29 de janeiro de 2026 às 19:27

O candidato presidencial André Ventura pediu esta quinta-feira ao Governo celeridade na atribuição de apoios às pessoas e empresas afetadas pelo mau tempo e defendeu que deveria ter havido mais prevenção para acautelar alguns dos efeitos.

"Queria deixar este apelo ao Governo, seja a que título for, como candidato a Presidente da República, como líder do maior partido da oposição, é preciso agir rapidamente. Não há nenhum motivo, nenhuma desculpa para não agirmos rapidamente, e é isto que temos que fazer agora, com a rapidez que é preciso, com a urgência que é preciso e com a firmeza que é preciso, garantir que os apoios agora chegam e que as pessoas vão ter mesmo esses apoios e não vão ficar para trás", afirmou.

André Ventura visitou esta quinta-feira o centro da cidade de Leiria, para ver alguns dos estragos provocados pela passagem da tempestade Kristin e disse estar "bastante impressionado" com o "grau de devastação" que encontrou.

O candidato a Presidente da República considerou também que, "mal se soube do que tinha acontecido", deveria ter havido "uma prevenção que não aconteceu" para acautelar as falhas na rede elétrica e nas comunicações.

"As responsabilidades certamente terão de ser apuradas, mas não é no dia de hoje. Hoje é a incredulidade de perceber porque é que as coisas falharam novamente num país que já passou tantas vezes por isto, porque continua sem liderança, sem prevenção e porque é que em coisas que são objetivas, que não são subjetivas, coisas que são comprováveis, não são de opinião, como a energia e as comunicações, voltaram a falhar", salientou.

"Nenhum Estado pode impedir catástrofes, isso é uma evidência, mas podem estar preparados. E no nosso caso nós já devíamos ter estado preparados, porque já aconteceu isto e outras coisas e falhámos quando não devíamos ter falhado", criticou.

O candidato lamentou também que unidades de saúde possam estar em risco devido à falta de geradores.

André Ventura propôs ainda que os militares possam ajudar as populações, por exemplo, a "desbloquear caminhos em explorações".

O candidato, que disputa com António José Seguro a segunda volta das eleições presidenciais, a 08 de fevereiro, justificou esta visita inserida na campanha eleitoral, acompanhado da habitual comitiva, dirigentes do Chega e jornalistas, defendendo que os políticos devem "ir ao terreno, ouvir as pessoas".

Questionado se esta ação pode ser lida como aproveitamento político, e depois de ter ouvido críticas a esta visita de alguns populares, salientou que "os políticos têm de dar a cara quando as coisas acontecem" e admitiu visitar outras zonas.

Questionado também se as visitas de políticos a zonas afetadas podem atrapalhar, não respondeu diretamente, insistindo que quer estar "ao lado das pessoas" e "não faz nenhum sentido quando há um fenómeno terrível em Portugal, que destrói economias, que destrói poupanças, que mete as pessoas aflitas, que os políticos se escondam nos palácios onde estão a governar ou nos gabinetes".

André Ventura, que visitou uma área afetada no mesmo dia que o primeiro-ministro, criticou Luís Montenegro, dizendo que "ontem havia a sensação para o país que o Presidente da República, a ministro da Administração Interna e o primeiro-ministro estavam desaparecidos em combate".

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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