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Autarca de Almada diz que arriba está "ensopada"

Inês de Medeiros não ofereceu previsão sobre quando será possível às 35 pessoas retiradas da zona regressarem a casa.

07 de fevereiro de 2026 às 20:33
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'Para já não há risco de colapso': Autarca de Almada faz balanço sobre derrocada na Costa da Caparica junto a prédio

A presidente da Câmara de Almada disse que a arriba junto aos três edifícios em S. João da Caparica, de onde este sábado foram retiradas 35 pessoas, "está ensopada", formou-se uma "espécie de cascata", estando a água a ser desviada.

Em declarações à agência Lusa, Inês de Medeiros disse que ainda não é possível dizer quando é que as pessoas podem regressar a casa, embora num dos prédios exista a possibilidade de os moradores irem buscar as suas coisas.

Um deslizamento de terras registado em S. João da Caparica, na Costa da Caparica, concelho de Almada, obrigou à retirada de 35 pessoas de três edifícios que ficam junto à arriba fóssil, segundo a autarquia.

O deslizamento de terras entrou num dos apartamentos, tendo as pessoas sido retiradas de imediato, não se tendo registado feridos.

Na quarta-feira, a autarca alertou em conferência de imprensa que os deslizamentos de terra nas arribas são uma das grandes preocupações.

Portugal continental começou a sentir sábado de manhã os efeitos da depressão Marta, que trouxe chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras.

Toda a faixa costeira de Portugal continental está sob aviso laranja - o segundo mais grave - devido à forte agitação marítima, mantendo-se com o mesmo nível de alerta 13 distritos, por causa da precipitação e do vento.

A Proteção Civil alertou para os riscos de deslizamentos de terras no território nacional devido ao mau tempo.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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