Primeiro-ministro, António Costa, anunciou um conjunto de medidas mais apertadas para conter a pandemia da Covid-19.
O primeiro-ministro, António Costa, anunciou, este sábado, um conjunto de medidas mais restritivas para travar a pandemia da Covid-19.
Essas medidas são aplicadas em 121 concelhos, cuja situação epidemiológica dos últimos 14 dias esteja nos 240 casos por 100 mil habitantes.
Saiba o que os autarcas dos concelhos afetados têm a dizer sobre as medidas apresentadas pelo primeiro-ministro.
Braga
O presidente da Câmara de Braga afirmou este sábado que as novas medidas anunciadas pelo Governo para combater a pandemia de covid-19 são "as necessárias perante as atuais circunstâncias", mas defendeu que deveriam ser estendidas a todo o país.
Em declarações à Lusa, Ricardo Rio, eleito pela coligação PSD/CDS/PPM, sublinhou que as medidas anunciadas para 121 concelhos restringem matérias e atividades "mais supérfluas", sem pôr em causa a "normalidade possível" a nível profissional, académico e económico.
"São as medidas necessárias para as atuais circunstâncias, mas considero que, até por uma questão de clareza, seria benéfica a sua aplicação homogénea em todo o país", referiu.
Viana do Castelo
O presidente da Câmara de Viana do Castelo considerou que o confinamento parcial no concelho por causa da covid-19 revela um "equilíbrio justo" e "menos penalizador".
"São medidas equilibradas, que não fecham a economia. Fazem um equilíbrio justo entre o combate à pandemia e a necessidade de não parar a economia, criando condições para a proteção das pessoas e fazendo um grande apelo ao dever e à responsabilidade individual de cada um", afirmou hoje à agência Lusa o socialista José Maria Costa.
Contactado pela agência Lusa, o autarca da capital do Alto Minho adiantou que "o país vive um momento de convocação nacional, de grande responsabilidade".
"As medidas anunciadas pelo senhor primeiro-ministro são acertadas, juntas e menos penalizadora que no passado", reforçou.
José Maria Costa anunciou que convocou para segunda-feira uma reunião da comissão municipal de proteção civil.
"Vamos analisar toda a informação que hoje foi transmitida pelo primeiro-ministro e avaliar a situação com as autoridades locais quer na área saúde, emergência médica, entre outras, e iremos aprovar a nível municipal um conjunto de medidas e de apelos à população para maior cumprimento das regras", avançou.
Vila Nova de Cerveira
O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, considerou "aceitável" o confinamento parcial e apelou à responsabilidade da população.
"São medidas aceitáveis, em prol da prevenção e contenção da pandemia, de forma a não termos prejuízos maiores daqui a algum tempo, procurando até conseguir ter um Natal mais tranquilo", afirmou este sábado à agência Lusa Fernando Nogueira.
O autarca independente do movimento PenCe - Pensar Cerveira disse que a saída do concelho da lista hoje apresentada depende da população.
"Cabe a cada um de nós, a cada munícipe, ser responsável e ter bom senso no dia a dia para, daqui a 15 dias, o concelho de Vila Nova de Cerveira poder sair deste cenário de risco elevado", reforçou.
Dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, seis integram a lista nacional de 121 concelhos considerados de risco elevado.
Caminha
"As medidas anunciadas pelo primeiro-ministro são equilibradas e ajustadas ao momento que vivemos. O número de infeções, no mês de outubro, no concelho de Caminha foi duas vezes superior ao número acumulado de infetados de março a setembro. Faz, por isso, sentido a aplicação das novas regras a Caminha", afirmou à agência Lusa o autarca Miguel Alves.
O socialista adiantou que "antecipando" a decisão do Governo, "agendou para segunda-feira uma reunião extraordinária da comissão municipal de proteção civil".
"Vamos agilizar a aplicação das medidas agora anunciadas e avaliar a necessidade de aplicar outras, mais restritivas, no âmbito das competências municipais", acrescentou Miguel Alves.
Ponte de Lima
O presidente da Câmara de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, disse que o confinamento parcial no concelho devido à covid-19 "é discutível", mas o município irá "naturalmente acatar".
"É uma decisão discutível, mas que naturalmente iremos acatar como não poderia deixar de ser. Só ultrapassámos o valor de 240 casos ativos por 100.000 habitantes apenas pela existência de um surto localizado na Casa de Caridade de Nossa Senhora da Conceição, com 72 casos positivos", afirmou à agência Lusa Victor Mendes.
"Como no total temos 115 casos ativos, os restantes 43 casos ativos, sem contar com os casos da Casa de Caridade, daria um valor na ordem dos 100 casos ativos por 100 mil habitantes, muito abaixo do indicador estabelecido pelo Governo", argumento Victor Mendes.
Paredes de Coura
"Nesta altura, são medidas moderadas e aceitáveis, mas se não mudarmos os nossos comportamentos poderão ser tomadas medidas mais drásticas e dramáticas", afirmou à Lusa o socialista Vítor Paulo Pereira.
"Se não mudarmos os nossos comportamentos podem ter a certeza de que vamos ter Páscoa no Natal. Lembram-se?", questionou Vítor Paulo Pereira.
O autarca de Paredes de Coura adiantou que "nos últimos 15 dias o concelho teve um aumento considerável de casos de covid-19, situação que contrasta com a de meses anteriores".
"Sempre dissemos que Paredes de Coura vivia uma situação de aparente ou falsa segurança e que as pessoas deveriam continuar vigilantes porque não existem soluções mágicas para controlar esta pandemia. E basta um pequeno descuido para atingirmos níveis de contágio elevados", referiu.
Municípios Tâmega e Sousa
O presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa afirmou que as as medidas são "sensatas e possíveis", considerando que equilibram com a necessidade de manter a atividade económica.
Segundo Gonçalo Rocha, o conjunto de medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, António Costa, no final do Conselho de Ministros extraordinário, inserem-se numa necessidade de "falar claro às pessoas".
"São medidas sensatas e as possíveis em face do aumento de casos positivos na nossa região e, sobretudo, o equilíbrio que elas demonstram no que é o combate à pandemia e a travagem do aumento progressivo de novos infetados e a atividade económica, de que não nos podemos esquecer. São medidas equilibradas, embora sempre discutíveis", disse.
A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa terá nove dos dez municípios que a constituem em confinamento parcial a partir de quarta-feira, num cenário em que Resende é o único concelho que fica fora das restrições.
Para o autarca socialista de Castelo de Paiva, "continuar a apelar às pessoas é a mensagem essencial", concordando com o primeiro-ministro que de forma reiterada afirmou que o sucesso do combate à pandemia "depende muito do comportamento delas".
"A nossa região também é muito atacada porque tem uma dinâmica económica, sobretudo nos municípios mais voltados ao [rio] Sousa, que é sobejamente conhecida. É quase inevitável o que está a acontecer e as pessoas já começaram a entender que têm de usar máscara, evitar aglomerados e convívios familiares e devem seguir regras de higiene", acrescentou o presidente da CIM.
São Brás de Alportel
"Foi com grande surpresa que vi o concelho de São Brás de Alportel incluído nesta lista de 121 concelhos do país que são considerados de alto risco de contágio", disse Vítor Guerreiro, presidente do único município do Algarve que integra a lista, à agência Lusa.
De acordo com o presidente da Câmara de São Brás de Alportel, neste momento o concelho tem 37 casos positivos, mas 28 foram detetados no Lar da Santa Casa da Misericórdia, num surto que teve inicio há cerca de três semanas, mas que está agora "perfeitamente controlado".
Na comunidade, acrescentou, há mais nove casos ativos de infeção por covid-19.
"O concelho de São Brás tem conseguido conter a propagação com o envolvimento de toda a comunidade", salientou.
Para Vítor Guerreiro, a justificação para o facto de São Brás de Alportel estar na lista de 121 concelhos considerados de "alto risco de contágio" tem que ver com "algumas especificidades em termos demográficos e em termos do próprio território", nomeadamente o facto de o município apenas ter 10.500 habitantes, uma única freguesia que tem características urbanas e, por isso, estar "fora dos critérios de território de baixa densidade".
Para Vítor Guerreiro, o executivo deveria ter incluído outros critérios de ponderação: "os casos que estão contidos e controlados como um lar não deveriam contar para estes valores", mesmo num concelho que não seja território de baixa densidade.
"Sinto que o concelho está a ser penalizado e envio toda a minha solidariedade para todos comerciantes, a restauração, empresários, que acabam por ser um pouco prejudicados pelas medidas, mas que eu compreendo, todos temos de ter mais contenção", acrescentou o autarca, reiterando que o concelho tem sido "exemplar" na forma como tem combatido a pandemia e contido os casos que têm surgido.
"Foi com grande surpresa que vi o concelho de São Brás de Alportel incluído nesta lista de 121 concelhos do país que são considerados de alto risco de contágio", disse Vítor Guerreiro, presidente do único município do Algarve que integra a lista, à agência Lusa.
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