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Cada técnico do INEM atende 7200 chamadas por ano

Em 2025 foram acionados 1,44 milhões de meios do INEM. Dos 162 873 doentes com prioridade P1, 26 023 não foram socorridos com os meios mais adequados.

21 de agosto de 2026 às 01:30

O INEM registou em 2025 mais de 1,5 milhões de ocorrências, tendo acionado 1 443 277 meios de emergência médica. Dos doentes triados, 162 873 tinham prioridade P1 (emergente), mas os meios adequados para estas situações - VMER, helicópteros ou Suporte Imediato de Vida - só foram acionados em 136 850 situações - ou seja, 26 023 doentes críticos não foram socorridos com meios mais adequados. O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, explicou esta quinta-feira, na RTP, que "muitas destas ocorrências para as quais não há resposta são apenas porque os nossos meios diferenciados é que têm capacidade de fazer um eletrocardiograma em caso de dor torácica ou administrar um medicamento para reverter uma hipoglicemia". Garantiu que em breve serão instalados 1400 monitores em todas as ambulâncias "para que tenham capacidade de efetuar eletrocardiogramas, com transmissão de informação em tempo real para os CODU". 

De acordo com o relatório de Atividade do CODU e Emergência Médica, consultado pelo CM, em 2025 os Centros de Orientação de Doentes Urgentes atenderam 1 656 891 chamadas, com tempo médio de atendimento de 28 segundos (eram 64 no ano anterior). Cada um dos 230 técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) de serviço nos CODU atenderam, em média, mais de 7200 chamadas por ano. Há um défice de 338 TEPH no INEM: dos 1341 postos de trabalho, no final de 2025, 1003 estavam ocupados. Um dado que se reflete nas horas extra dos TEPH: foram quase 365 mil. A taxa de inoperacionalidade dos meios é um problema que se mantém, cifrando-se em 39% no caso das Ambulâncias de Emergência Médica, nomeadamente devido à falta de tripulação (25% dos casos de inoperacionalidade). 

8638

Em 2025 os CODU do INEM receberam 8638 chamadas relativas a situações de parto

Nomeações alvo de críticas

A nomeação dos dirigentes dos CODU está a ser alvo de críticas, por terem sido nomeados médicos assistentes e não graduados, como exige o regime das carreiras médicas. O presidente do INEM justifica que não há graduados no instituto com formação em emergência médica, especialidade apenas criada no ano passado.

70% dos críticos eram urgentes ou muito urgentes

Em 70% dos casos em que o CODU triou como P1, as vítimas foram classificadas como urgentes ou muito urgentes na urgência hospitalar. Em 2,6% dos casos P1 (424) os doentes foram classificados como pouco ou não urgentes.

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