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Correio da Manhã

Sociedade
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Cadela de sem-abrigo ajuda deficientes

Damos-lhe a conhecer a história de Miss Pity no Dia do Animal.
C.C. 4 de Outubro de 2015 às 02:00
Cadela Miss Pity a ajudar um utente do Centro Integrado de Apoio à Deficiência da Santa Casa da Misericórdia do Porto
Cadela Miss Pity a ajudar um utente do Centro Integrado de Apoio à Deficiência da Santa Casa da Misericórdia do Porto FOTO: DR

Miss Pity, cadela de um sem-abrigo toxicodependente que foi detido, é um dos maiores apoios das pessoas com deficiência do Centro Integrado de Apoio à Deficiência (CIAD) da Santa Casa da Misericórdia do Porto. A ajuda que o animal tem prestado aos doentes impulsionou a criação de uma iniciativa, por parte de duas associações sem fins lucrativos, que visa colocar animais resgatados da rua a ajudar pessoas com deficiência.

"Os nossos cães, a XS, a Mel e a Surya, foram também resgatados da rua, reabilitados e treinados para nos assistirem nas atividades que desenvolvemos. Temos utentes que não falam connosco mas sim com o cão", explicou em comunicado João Pedro, treinador de atividades assistidas por animais na TeraPets, uma das associações envolvidas no projeto.

Só este ano foram abandonados mais de nove mil animais, segundo dados da Direção-Geral da Alimentação e Veterinária. As associações TeraPets e Animais de Rua querem agora dar uma nova vida a estes cães, utilizando-os na iniciativa Atividades Assistidas por Animais durante seis meses.

Como ajudar na iniciativa
Para o projeto se concretizar, com atividades e terapias semanais para pessoas com deficiência assistidas por cães durante seis meses, as associações precisam de 1560 euros. Se quiser ajudar, basta colocar um gosto na página de Facebook do Mar Shopping, parceiro da iniciativa, até 31 de outubro. A cada novo seguidor, o centro comercial faz a doação de um euro para financiar o projeto.

"Os clientes do CIAD beneficiam de sessões de hipoterapia, com as quais verificamos resultados excelentes. Com este apoio podemos estender as atividades a um maior número de pessoas, desta vez com cães", acrescentou Cátia Lucas, terapeuta ocupacional.
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