"Só existe um plano, que é o 'Plano F', o plano Francisco, e o Papa Francisco virá a Lisboa", disse o autarca.
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O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, considerou este sábado que há boas notícias sobre a saúde do Papa Franciso, manifestando-se convicto da presença do pontífice argentino em Portugal para a Jornada Mundial da Juventude.
O autarca falava aos jornalistas durante uma visita, ao final da manhã, ao Parque Tejo - Lisboa, espaço onde vai decorrer, de 1 a 6 de agosto, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e que este sábado, Dia de Portugal, abriu portas ao público.
"O Papa está a melhorar. As notícias são boas", disse Carlos Moedas, referindo que, tal como disse o bispo auxiliar de Lisboa, Américo Aguiar, "só existe um plano, que é o 'Plano F', o plano Francisco, e o Papa Francisco virá a Lisboa".
"Teremos aqui uma grande Jornada da Juventude e é nisso que estamos a trabalhar. Não estamos a trabalhar em mais nenhum cenário", reforçou Carlos Moedas.
O Parque Tejo - Lisboa está este sábado aberto ao público, das 10h00 às 17h00, para permitir à população visitar o espaço que vai receber em agosto a JMJ.
A iniciativa acontece a menos de dois meses da Jornada Mundial da Juventude, que decorre entre 01 e 06 de agosto e terá os principais eventos no Parque Tejo-Trancão, em terrenos dos municípios de Lisboa e Loures, na margem ribeirinha do Tejo.
À entrada do espaço e enquanto se dirigia à zona onde vai estar o altar-palco, Carlos Moedas ia cumprimentando os visitantes e tirando 'selfies' com várias pessoas.
Aos jornalistas, o autarca disse que "Lisboa está pronta" para a JMJ, "um evento único na história do país e na história de Lisboa", considerou.
"Estamos aqui com a obra terminada, na parte de infraestrutura, terraplenagem, que é a obra que ficará para o futuro de Lisboa", destacou Carlos Moedas, referindo que "dentro de uma ou duas semanas" a ponte pedonal que liga Lisboa a Loures deverá estar pronta.
Quanto ao altar-palco, o autarca disse que estará "completamente terminado" até dia 7 de julho.
A rede de água já está concluída, com os bebedouros e, por cada talhão de um hectare o número de pessoas será limitado e terá zonas com casas de banho.
Carlos Moedas foi ainda questionado pelos jornalistas sobre a intervenção que vai ser feita no Parque Eduardo VII, nomeadamente sobre se a escultura de João Cutileiro vai ser tapada ou retirada durante a JMJ.
"Isso é algo que temos falado com a família do escultor e tem de ser reabilitada a obra. Já há muito tempo que deveria ter sido feito e por isso estamos a proteger a obra, mas não tem nada a ver com estarmos a esconder alguma coisa de sua santidade o Papa", afirmou o autarca.
Entre os visitantes do espaço, estava o casal Susana e Carlos Fonseca e a sua filha Margarida, residentes em Loures, que se manifestaram satisfeitos com a obra.
"Conhecemos bem a zona antes da transformação e, de facto, a mudança é para bem melhor", disse à Lusa Carlos Fonseca, referindo, no entanto, que "faltam sombras e algum arvoredo".
A família de Loures, que disse ser católica, espera estar presente na JMJ, embora "não goste muito de multidões", referiu Carlos Fonseca.
Também Angela Santa Maria e os seus dez filhos, residentes na margem sul do Tejo, na Verdizela, visitaram esta manhã o Parque - Tejo e ficaram agradados com o espaço.
"Somos católicos e uma das minhas filhas vai participar na jornada e vamos tentar vir com todas as crianças", disse à Lusa Angela Santa Maria, que considerou o evento "uma grande oportunidade para ver o Papa e estar com peregrinos".
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