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Cerca de 200 ocorrências associadas à depressão Kristin no concelho de Anadia

85% das ocorrências prendem-se com a queda de árvores.

28 de janeiro de 2026 às 19:10

O concelho de Anadia registou 200 ocorrências associadas à passagem da depressão Kristin durante a madrugada, 85% das quais relacionadas com quedas de árvores que obstruíram estradas, revelou esta terça-feira a Câmara.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, a autarquia de Anadia informou que a depressão Kristin passou pelo concelho entre as 5h20 e as 5h35, provocando quedas de árvores e estruturas metálicas, deslizamentos de terras, danos em redes de abastecimento de eletricidade e telecomunicações, inundações e vias obstruídas, mas não causou vítimas.

"As operações de limpeza e socorro envolveram 40 operacionais, que foram apoiados por 11 veículos (ligeiros e pesados), três retroescavadoras e dois tratores com grua".

Além das equipas de Proteção Civil, estiveram envolvidos nas operações equipas da Câmara Municipal de Anadia e dos Bombeiros Voluntários de Anadia, em articulação com as juntas de freguesia que, com o apoio da Associação de Apoio Florestal e Ambiental de Avelãs de Cima, da Associação de Voluntários de Ferreiros e da Associação Cultural e Recreativa de Algeriz, "trataram cerca de metade das ocorrências registadas".

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De acordo com esta autarquia do distrito de Aveiro, por questões de segurança algumas vias continuam encerradas ao trânsito, devido ao trabalho de remoção de árvores em risco de queda.

"Um número reduzido de árvores danificou habitações, veículos e vias públicas. O caudal dos rios, que chegou a ultrapassar as margens, já se encontra normalizado".

A Câmara apontou ainda que algumas ocorrências ainda não foram tratadas, "uma vez que carecem de máquinas que estão a ser utilizadas em situações mais urgentes".

"O Serviço Municipal de Proteção Civil de Anadia alerta para as fragilidades provocadas pela depressão, que representam perigo enquanto os terrenos estiverem saturados, nomeadamente o risco de queda de árvores e estruturas. Apela-se à população para redobrar cuidados perante os avisos de mau tempo, evitar deslocações desnecessárias e seguir as indicações das autoridades".

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.

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