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Cerveira corta trânsito na frente ribeirinha por risco de cheia do rio Minho

Autarquia do distrito de Viana do Castelo apela "à compreensão e ao bom senso de todos".

05 de fevereiro de 2026 às 18:02

A Câmara de Vila Nova de Cerveira cortou esta quinta-feira o trânsito na Avenida dos Pescadores, entre a entrada para a piscina municipal e o cais do rio Minho, por risco de cheias do curso de água internacional, foi esta quinta-feira anunciado.

Na publicação na sua página oficial no Facebook, autarquia do distrito de Viana do Castelo apela "à compreensão e ao bom senso de todos".

No distrito de Viana do Castelo, mais a norte, em Monção, segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários, José Passos, nos últimos dias o rio Minho já tinha galgado as margens.

José Passos disse que na manhã desta quinta-feira o rio "avançou cerca de três metros, inundando a área de estacionamento do parque das Caldas e, cerca das 14:30, a água chegava ao muro do bar que existe naquela zona".

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Monção admitiu que "a situação possa vir a agravar-se se a barragem de Frieira, na Galiza, aumentar o nível das descargas".

"Às 12:29 fomos informados que a barragem estava a debitar 2.390 metros cúbicos por segundo", especificou.

No vale do Lima, o rio Lima "está mais tranquilo", disse o Comandante dos Bombeiros Voluntários, Carlos Lima, adiantando que o caudal mantém-se na zona do areal e que aí deverá permanecer, uma vez que está prevista a redução da chuva persistente.

Carlos Lima disse que a barragem de Touvedo não está a fazer descargas porque "ainda tem boa capacidade de encaixa. Está com 80% da sua capacidade total", especificou.

Em Ponte da Barca, segundo o comandante Carlos Veloso, a situação também se mantém inalterada, com água na zona do Choupal e Campo da Feira.

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves referiu que o rio Vez corre mais cheio, mas sem galgar as margens.

Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, prevendo-se até sábado chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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