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Chaves alerta para risco de inundações por "previsível" subida do Tâmega

Câmara está a disponibilizar sacos de areia a quem queira tentar fazer contenção da água junto às portas de entrada.

05 de fevereiro de 2026 às 14:49

O presidente da Câmara de Chaves alertou esta quinta-feira para o risco de inundações provocadas pelo "previsível" aumento do caudal do rio Tâmega em zonas com restauração, comércio e habitação, preocupação que resultou já no encerramento de vias.

"O rio Tâmega já transbordou há cinco, seis dias na zona mais sul da cidade, junto à ponte Carmona, e já ocupa a zona verde adjacente. Na zona que normalmente tem mais impacto negativo, mais potencial de dano para alguns restaurantes e serviços comerciais, é junto à ponte Romana. Lá está a cerca de 15 centímetros de transbordar neste preciso momento", referiu Nuno Vaz, cerca das 13:30, num ponto de situação feito à agência Lusa.

Adiantando que de noite foram encerradas vias que "tradicionalmente ficam inundadas", colocada sinalização e alterado um sentido de trânsito, o autarca pediu "cautela" à população.

"O caudal do rio tem vindo a crescer, prevendo-se que transborde em outros locais da cidade, podendo causar inundações. Prevenimos a circulação em algumas vias, notificamos por 'sms' os proprietários de algumas habitações e fizemos, também com a Proteção Civil, nas zonas potencialmente inundáveis, uma comunicação mais pessoal, mais direta", descreveu.

A Câmara de Chaves está, paralelamente, a disponibilizar sacos de areia a quem queira tentar fazer contenção da água junto às portas de entrada.

Nuno Vaz também alertou para o perigo de aluimentos e derrocadas, por saturação dos solos, salvaguardando que, pelas 13:30, não havia "nada de significativo a registar".

Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, prevendo-se até sábado chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Há uma semana o país foi atingido pela depressão Kristin, que atingiu sobretudo a região Centro e levou à morte de dez pessoas, à destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

Há ainda a registar centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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