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Cinco pessoas retiradas de prédio em Lisboa após queda de talude devido ao mau tempo

Proteção Civil de Lisboa registou 820 ocorrências desde domingo.

05 de fevereiro de 2026 às 16:36

Cinco pessoas foram, esta quinta-feira, retiradas de um prédio na freguesia lisboeta de São Vicente após a queda de um talude devido ao mau tempo, revelou a Proteção Civil de Lisboa, contabilizando 820 ocorrências desde domingo, sem feridos a registar.

Entre domingo (01 de fevereiro) e as 12h00 desta quinta-feira, a cidade de Lisboa registou um total de 820 ocorrências, sobretudo inundações, com 402 situações, e quedas de árvores, com 195, "um pouco por toda a cidade", em particular na zona ribeirinha, indicou o diretor do Serviço Municipal de Proteção Civil, André Fernandes, em declarações à agência Lusa.

"Neste momento, não há registo de feridos. Tivemos aqui uma situação também pontual na freguesia de São Vicente, onde tivemos de retirar cinco pessoas do edifício [...], mas nada que saia fora daquilo que é o contexto excecional das ocorrências", afirmou André Fernandes.

Sobre a retirada destas pessoas, que ocorreu pelas 10h00 desta quinta-feira, o responsável da Proteção Civil disse que se trata de "um conjunto de habitações, duas habitações, portanto um prédio com algumas frações", que devido à queda de um talude tiveram de ser retiradas por precaução, estando já assegurado o realojamento temporário em articulação com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Relativamente ao mau tempo na cidade, André Fernandes afirmou que, "neste momento, a situação está controlada dentro daquilo que é a normalidade e o expectável para o estado do tempo que se faz sentir".

Questionado sobre a preocupação quanto à subida do nível da água do Rio Tejo, o diretor do Serviço Municipal de Proteção Civil disse que "essa preocupação existe sempre que há maré cheia" e que a situação está a ser acompanhada e já foram feitos "alguns cortes e limitações de estacionamento" na zona ribeirinha.

"Tem havido, pontualmente, um ou outro galgamento do rio em situação de maré cheia e, portanto, essa é uma situação que nos preocupa. Mantemo-nos atentos e a monitorizar essa situação", adiantou André Fernandes, reforçando o alerta para que as pessoas não se aproximem da zona ribeirinha, evitem essas deslocações, bem como o estacionamento dos veículos, para minimizar ao máximo situações de risco.

O responsável da Proteção Civil reforçou que todos os serviços da câmara "estão no terreno a responder às ocorrências e a preparar também esta nova leva previsível para este fim de semana" relativamente às condições meteorológicas adversas, inclusive com chuva forte.

"Estamos já a preparar também todo o dispositivo e a fazer todas as limpezas e a acautelar todos os níveis de escoamento, tanto dos sumidouros e das sarjetas, para garantir o máximo de escoamento possível da precipitação expectável, para minimizar ao máximo aquilo que é o impacto desta nova passagem, desta frente de pressão que vem durante o fim de semana", adiantou.

André Fernandes referiu que "não há declaração de alerta dentro daquilo que é o município de Lisboa", mas o concelho está a cumprir com as determinações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), com o dispositivo operacional em estado de prontidão especial no nível máximo (nível 4).

Na quarta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), apelou a que se evitem, até domingo, deslocações desnecessárias, tendo em conta as previsões de chuva intensa.

"Deixava aqui alguns conselhos importantes para os lisboetas: o primeiro é evitar deslocações desnecessárias, o segundo é evitar tudo o que são as zonas ribeirinhas e o estacionamento nessas zonas ribeirinhas", aconselhou o autarca, recomendando também o teletrabalho se possível.

Devido ao mau tempo, o autarca de Lisboa ordenou o fecho dos jardins municipais.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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