De acordo com os dados da ERS, foram realizadas 9.963 cirurgias programadas (não incluindo as oncológicas e cardíacas) nos hospitais protocolados.
A atividade cirúrgica nos hospitais protocolados com o Serviço Nacional de Saúde caiu 7% no segundo semestre de 2025, comparativamente ao mesmo período de 2024, enquanto nos hospitais de destino subiu 4,5%, revelam esta segunda-feira dados da ERS.
De acordo com os dados da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), foram realizadas 9.963 cirurgias programadas (não incluindo as oncológicas e cardíacas) nos hospitais protocolados, unidades dos setores privado e social com acordos com o SNS, menos 7% face ao segundo semestre de 2024.
O incumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos (TMRG) nas cirurgias realizadas foi de 2,6% (-2,2 p.p. no período homólogo), referem os dados publicados na "informação de monitorização sobre os tempos de espera no SNS, relativos ao segundo semestre de 2025".
A 31 de dezembro de 2025, havia 3.316 utentes em espera para cirurgia nestes prestadores, uma redução de 3,4%, com taxa de incumprimento dos TMRG de 1,8%.
Na cirurgia oncológica, os hospitais protocolados realizaram 72 intervenções programadas, uma quebra de 30,8% face ao período homólogo. O incumprimento dos TMRG foi de 19,4%, menos 2,7 pontos percentuais.
No final do ano, estavam 13 utentes em espera, com 15,4% acima dos prazos legais.
Os hospitais de destino, que recebem os utentes encaminhados, através de vale cirurgia ou nota de transferência, dos hospitais públicos que não conseguem responder em tempo útil, realizaram 13.312 cirurgias programadas (não incluindo as oncológicas e cardíacas), mais 4,5% em relação a 2024, com um incumprimento dos TMRG de 26,8%, mais 1,9 p.p.
Os dados indicam que a 31 de dezembro de 2025 havia 6.092 utentes em espera para cirurgia nestes hospitais (- 6,2%), com 16% a terem já ultrapassado o limite legal de espera.
Nos hospitais de destino foram realizadas 268 cirurgias programadas de oncologia, com um incumprimento dos TMRG de 50,4%, menos 0,8 p.p..
No final do ano, estavam 138 utentes em espera, dos quais 31,2% ultrapassavas os tempos máximos legais.
Os hospitais protocolados representaram 0,2% da atividade da cirurgia oncológica (72) e os hospitais de destino 0,8% (268), num universo dominado pelos hospitais públicos que realizaram 34.771 intervenções (99%).
"Face a igual período de 2024, verificou-se uma diminuição da atividade global de 2,7%, como consequência da diminuição da atividade realizada pelos hospitais públicos (menos 3,0%) e pelos prestadores protocolados (menos 30,8%), que contrasta com o aumento de atividade dos hospitais de destino (107,8%)", sublinha a ERS.
Os hospitais protocolados e os hospitais de destino não realizaram cirurgias programadas de cardiologia, nem tinham utentes em espera para cirurgia.
No período em análise, o recurso a vale cirurgia e notas de transferência resultou na execução de 7,7% dos 3.493 documentos emitidos, mais 3,5 p.p. face a 2024.
Entre os utentes operados com estes mecanismos, 78% foram tratados em hospitais privados e 22% em instituições do setor social.
Do total de utentes operados em hospitais públicos, 20,4% foram sujeitos a tempos de espera superiores ao limite legalmente estabelecido para o seu nível de prioridade, enquanto nos prestadores protocolados o incumprimento foi de 19,4% e nos hospitais de destino 50,4%.
"Comparando com igual período de 2024, verificou-se uma diminuição na percentagem de incumprimento do TMRG transversal aos três grupos de prestadores considerados", observa a ERS.
Salienta que a diminuição a percentagem de incumprimento dos TMRG foi observada para todos os níveis de prioridade, com exceção dos utentes triados com prioridade "normal" operados nos hospitais protocolados e dos considerados "muito prioritários" operados em hospitais de destino.
Em termos de mediana do tempo de espera verificou-se um aumento no valor do indicador para as cirurgias oncológicas realizadas nos prestadores públicos e protocolados, enquanto mos hospitais de destino observou-se uma diminuição.
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