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Correio da Manhã

Sociedade

Colégio Santa Joana em Aveiro fecha por dificuldades financeiras

Estabelecimento de Ensino contava atualmente com oito professores em funções e três funcionários.
Lusa 11 de Setembro de 2019 às 18:53
Sala de aula
Sala de aula FOTO: Getty Images
A direção do Estabelecimento de Ensino Santa Joana anunciou esta quarta-feira que não vai abrir portas no ano letivo de 2019/2020, devido a um pedido de insolvência e ao corte do apoio estatal.

O colégio, que contava atualmente com oito professores em funções e três funcionários, tinha 32 inscrições para o 1.º ciclo, após já terem encerrado as turmas do 2.º e 3.º ciclos em agosto, fecho esse que foi decidido "imediatamente após a informação de inviabilidade desses ciclos, concluída através de um estudo efetuado por um gabinete de consultadoria".

O encerramento foi decidido em assembleia geral extraordinária da cooperativa de ensino, goradas que foram as tentativas para ultrapassar a difícil situação financeira.

A direção justifica que encontrou a cooperativa de ensino "numa situação financeira frágil e em vias de fechar portas" e que lutou durante dois anos contra o fecho, concluindo que o mesmo se tornou inevitável.

"Em primeiro lugar, os processos existentes em tribunal interpostos por ex-funcionários ao tempo da anterior direção, referentes a cortes e diferenças salariais de há cerca de 20 anos, processos cujo valor atual supera já os 400 mil euros. Além disso, contribuiu também o corte de todos os contratos de associação, ficando a cooperativa sem qualquer apoio estatal", refere o comunicado, sobre as razões do encerramento.

No último ano letivo, a direção ainda tentou acionar um Plano Especial de Revitalização, com a elaboração de um estudo de viabilidade económica, o qual, apesar de aprovado pelos credores, não foi homologado pelo Tribunal.

Pelo meio ficou um pedido de empréstimo bancário, "que foi negado em virtude dos prejuízos acumulados" e a tentativa de vender uma parcela do edifício, avaliada em 1,4 milhões de euros, "o que permitiria sanar todo o passivo e prosseguir com a atividade de ensino", mas só a totalidade do edifício interessava a potenciais investidores.

Uma proposta de compra por parte de um dos possíveis investidores foi recusada "por ser muito abaixo do valor de mercado, o que impossibilitaria pagar as dívidas antigas".

"A direção acreditava que com uma proposta válida, coincidente ou aproximada com o valor de mercado, seria o suficiente para arrancar com o próximo ano letivo", diz o comunicado.

Um dia antes da assembleia de cooperantes, foi apresentado um pedido de insolvência da escola, solicitada pelos ex-funcionários com processos pendentes em tribunal, o que "veio prejudicar o processo de venda, uma vez que, através da insolvência, a venda do edifício será total, como desejado pelos investidores".
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