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Correio da Manhã

Sociedade
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Comerciantes de Albufeira querem sair da cidade

Região do Algarve foi fustigada por chuvas intensas que provocaram inundações.
30 de Novembro de 2015 às 11:14
Estragos na Baixa da cidade são superiores a 14 milhões de euros
Estragos na Baixa da cidade são superiores a 14 milhões de euros FOTO: Pedro Noel da Luz

Um mês após as cheias em Albufeira, Algarve, é visível o esforço que tanto empresários como a autarquia empenham para regressar à normalidade e reabrir rapidamente os espaços comerciais, mas também há quem tenha perdido a esperança.

Virgílio Costa, que inaugurou o seu restaurante na baixa de Albufeira há pouco mais de um ano, reabriu há cerca de duas semanas após trabalhos intensos de limpezas e de recuperação de material.

Aquele comerciante anseia pela abertura dos estabelecimentos dos seus vizinhos e pela recuperação urbana para que o movimento possa começar a regressar à normalidade, uma vez que os turistas não são muitos e, segundo diz, são desincentivados pelos hotéis a irem até à baixa.

Sem o estabelecimento segurado, Virgílio Costa aguarda por resposta do fundo municipal enquanto Augusto Graça, cuja loja de vinhos, tabacos e revistas ficou muito danificada quando a água atingiu um metro e meio de altura, aguarda resposta da seguradora.

Sem equipamentos e mobiliário e com um "stock" reduzido que foi recuperado, este comerciante espera poder reabrir em meados de fevereiro. O gabinete de emergência da autarquia continua a atender os comerciantes que apresentam pedidos de apoio e o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, contou que existem situações muito complicadas.

A região do Algarve foi fustigada no dia 1 de novembro por chuvas intensas que provocaram inundações em vários concelhos, nomeadamente em Loulé, Albufeira, Portimão, Olhão e Silves.

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