Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
Papel do anel de sinete variou muito de pontífice para pontífice. Nesse sentido, Francisco distanciou-se de alguns dos antecessores.
Como manda a tradição, o anel de sinete de Francisco será destruído ou alterado dentro do Vaticano, segundo a CNN. O Anel do Pescador e um pingente chamado bula serviam tradicionalmente como selos oficiais para cartas e documentos oficiais conhecidos como 'briefs papais'. De 1521 a 2013, novos selos eram emitidos para cada novo Papa e, para evitar que cartas ou decretos fossem falsificados postumamente, ambos eram destruídos com um martelo após a sua morte.
De acordo com Christopher Lamb, correspondentes da CNN no Vaticano, "a destruição do anel de Francisco é como remover os dados de login de uma conta de rede social".
O Camerlengo é o responsável por destruir o anel e a bula na presença do Colégio de Cardeais após anunciar a morte do Papa.
A prática manteve-se mesmo depois dos objetos deixarem de ser usados como selos (foram substituídos funcionalmente por um carimbo em meados do século XIX). Mas quando o antecessor de Francisco, o Papa Bento XVI, se tornou o primeiro papa a renunciar em seis séculos, uma nova tradição foi estabelecida: uma cruz profunda foi esculpida na superfície do anel com um cinzel.
“Acho que havia um sentimento de que era desnecessário destruir o anel”, disse Lamb, sugerindo que a ameaça de representação papal tornou-se cada vez menos provável ao longo dos anos.
O atual camerlengo Kevin Joseph Farrell, cardeal irlandês nomeado para o cargo por Francisco em 2023, deve seguir o exemplo e destruir o anel antes do conclave - processo pelo qual o próximo papa será elegido.
O papel do anel de sinete variou muito de pontífice para pontífice. Nesse sentido, Francisco distanciou-se de alguns dos antecessores.
Alguns, como o Papa Bento XVI, optaram pelo seu uso diário. Já o Papa João Paulo II usava, frequentemente, um anel alternativo (ou um crucifixo em forma de anel).
Francisco usava o Anel do Pescador em cerimónias oficiais, mas para o uso diário optava por um anel de prata datado à época como cardeal.
Há quem diga que o Papa Francisco se sentiu desconfortável com o ato de beijar o anel. No início de 2019, o pontífice foi filmado a puxar a mão repetidamente enquanto fiéis tentavam beijá-lo. O Vaticano justificou a ação como um ato de redução de propagação de germes.
De acordo com Lamb, Francisco gostava de apertar as mãos ou abraçar os angustiados. O pontífice não esperava que as pessoas se ajoelhassem e beijassem o anel ao encontrá-lo.
Os Anéis do Pescador variaram ao longo dos séculos. A maioria apresentava uma imagem de São Pedro e as chaves da Santa Sé, evocando o momento em que o mesmo recebeu as chaves do céu.
Por norma, são feitos à mão por um ourives para o novo papa. No entanto, o Papa Francisco contrariou a tendência com um anel "reciclado", segundo Lamb. Francisco optou por não encomendar a criação de uma nova peça, mas, em vez disso, "usou um anel do secretário de Paulo VI".
O "anel de posse", como é chamado pelo Vaticano, pertenceu ao secretário de Paulo VI, o arcebispo Pasquale Macchi, que morreu em 2006. Era feito de prata banhada a ouro, em vez de ouro puro.
O destino do anel após o conclave, assim como muitas questões em volta do processo de eleição do novo Papa, ainda não é conhecido.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.