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Concurso para compra de novos veículos do INEM avança depois de meses e sem datas garantidas

INEM quer ter 106 novas viaturas este ano. Para a renovação planeada para primeira fase está prevista uma despesa de mais de seis milhões de euros.

24 de julho de 2025 às 13:41

O concurso para a compra de novos veículos do INEM foi enviado em outubro de 2024, mas só agora é que foi aberto. A aquisição de novas viaturas teve de ser reprogramada a pedido de Luís Montenegro, depois da queda do executivo do PS, estando apenas agora a decorrer a fase de receção de respostas.  

Em causa está a aquisição de pelo menos 282 novas viaturas ao longo de 2025, 2026 e 2027, de acordo com a informação revelada pelo INEM. Está prevista a compra de ambulâncias, viaturas médicas e motociclos de emergência médica. Para este ano prevê-se uma despesa de 6,8 milhões de euros.  

Apesar de o processo já ter avançado, o INEM não consegue adiantar ao certo quando é que a substituição de, pelo menos, 106 veículos pode vir a estar concluída. A data está “dependente dos prazos de entrega que vieram a ser definidos pelas empresas que fornecem os veículos”, cita o jornal Público.  

Aquando da resolução aprovada pelo PS no que toca à renovação das viaturas, o Governo já havia referido que toda a frota apresentava um "desgaste significativo", devido ao tempo de vida dos veículos e às condições em que atuam. A atual ministra da Saúde, Ana Paula Martins, também veio reconhecer que existem situações em que a "frota é dramática" e lamentou que a "burocracia" do Estado tenha resultado na espera do arranque do processo.  

O presidente do INEM, Sérgio Janeiro, abordou também a questão da burocracia e lamentou que "só neste mês tenha sido possível alcançar o concurso", cita o Público. Contudo, salienta estar confiante de que "o processo vai decorrer com normalidade" e que no final do ano pelo menos uma parte prevista das viaturas possam ter sido substituídas.  

Por outro lado, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar garantiu ser "manifestamente impossível até ao final do ano estarem disponíveis ambulâncias". "Esta demora é muito preocupante", refere à mesma fonte.  

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