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Corte da EN 222 em Resende há três meses obriga alunos a circuitos sem segurança

Corte da via aconteceu na sequência das tempestades que atingiram Portugal.

11 de maio de 2026 às 12:26

O presidente da Câmara de Resende disse esta segunda-feira à agência Lusa que o corte da Estrada Nacional 222 (EN 222) está a obrigar alunos a circularem numa estrada sem segurança e a condicionar a economia.

"O problema [da estrada alternativa] é das condições de circulação e de segurança em que as crianças são transportadas, nomeadamente da freguesia de Barrô", local em que a EN 222 está cortada desde 12 de fevereiro, adiantou Fernando Silvério.

O corte da via aconteceu na sequência das tempestades que atingiram Portugal e, desde então, a Infraestruturas de Portugal (IP) "ainda não apresentou qualquer planificação para a sua requalificação, apesar da pressão constante da Câmara", disse.

"Estão a passar três meses, 90 dias, e a única informação que tenho é só relativamente ao procedimento. Será concessão, execução, ou seja, é o mais rápido que conseguem, mas fica por aqui. Não vejo obra no local, não me é transmitida uma data. Nada. Não tenho qualquer plano de obra", denunciou.

Uma "incógnita que se está a tornar inaceitável", porque deixa a população e a autarquia num "constrangimento muito grande, porque não há resposta para dar às pessoas" que habitam no concelho.

"A estrada que serve de alternativa não tem condições de segurança. Além das crianças terem de se levantar muito mais cedo, porque o percurso é maior, o que mais me preocupa é a falta de segurança em que são transportadas", reforçou.

Fernando Silvério prestou a sua "homenagem a todos os motoristas", nomeadamente de autocarros, "porque têm de ser pessoas com uma perícia enorme" para circularem naquela via.

"São sete autocarros que circulam diariamente naquela estrada. Se um ligeiro, dificilmente, em alguns pontos, não consegue passar por um ligeiro, imagine quando se encontra no meio do caminho um autocarro com um ligeiro", indicou.

Uma situação que "não afeta só as pessoas de Resende, nomeadamente das freguesias de Barrô e São Martinho, onde o corte se deu, mas afeta todo o concelho, porque não há outra estrada com as características da EN 222".

Desde que ficou cortada ao trânsito, o Município de Resende "arranjou estradas para serem alternativa, que não são, mas são a única alternativa" à nacional, "uma é em terra batida, mas permite o escoamento da cereja", e outra "melhorou, e está a melhorar, as condições de circulação, nomeadamente a alargar" a via.

"Temos uma grande empresa no concelho que faz a comercialização da cereja e está a ter prejuízos avultados com as despesas que tem de ter para que os seus camiões circulem. Estamos a falar de voltas com duração superior a uma hora e ao preço que estão os combustíveis, imagine o prejuízo", indicou.

Fernando Silvério realçou que os acessos a Resende, no norte do distrito de Viseu, são um "dos maiores constrangimentos do concelho" e, por isso, "já é um Município com pouca capacidade para atrair empresas, ainda mais agora, com estes cortes, até para as existentes se está a tornar muito complicado".

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