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Correio da Manhã

Sociedade
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Costa portuguesa perdeu 100 hectares desde 2010

Governo revela perda equivalente a 100 campos de futebol nos últimos nove anos.
Bernardo Esteves 14 de Junho de 2019 às 09:23
O mar já chegou perto de casas na praia de Ofir, Esposende – a subida das águas ameaça a costa de Portugal continental
O mar já chegou perto de casas na praia de Ofir, Esposende – a subida das águas ameaça a costa de Portugal continental
O mar já chegou perto de casas na praia de Ofir, Esposende – a subida das águas ameaça a costa de Portugal continental
O mar já chegou perto de casas na praia de Ofir, Esposende – a subida das águas ameaça a costa de Portugal continental
O mar já chegou perto de casas na praia de Ofir, Esposende – a subida das águas ameaça a costa de Portugal continental
O mar já chegou perto de casas na praia de Ofir, Esposende – a subida das águas ameaça a costa de Portugal continental
O mar já chegou perto de casas na praia de Ofir, Esposende – a subida das águas ameaça a costa de Portugal continental
O mar já chegou perto de casas na praia de Ofir, Esposende – a subida das águas ameaça a costa de Portugal continental
O mar já chegou perto de casas na praia de Ofir, Esposende – a subida das águas ameaça a costa de Portugal continental
O Programa de Monitorização da Faixa Costeira de Portugal Continental (COSMO) detetou uma perda de 100 hectares (equivalente a cerca de 100 campos de futebol) desde 2010.

O Governo anunciou os primeiros resultados do programa implementado pela Agência Portuguesa do Ambiente em junho de 2018.

Por exemplo, nas praias a sul da Cova-Gala, na Figueira da Foz, detetou-se um "recuo na ordem dos 50 metros entre 2010 e fevereiro de 2019", revelou à Lusa Célia Costa, secretária de Estado do Território e da Conservação da Natureza.

Um dos objetivos do programa é tentar perceber quais as áreas que necessitam de alimentação artificial de areia.

O troço costeiro entre São Jacinto e a Costa Nova, em Aveiro, é um dos locais onde será necessária esta alimentação artificial, segundo o Ministério do Ambiente.

Também a zona entre a Barra do Tejo, em Lisboa, e a Costa da Caparica, em Almada, está a ser monitorizada pelo COSMO para eventual reposição de areias.

"Conhecer essa curva do mar, onde temos essa profundidade e como joga ao longo da nossa costa é fundamental para perceber qual é o resultado das intervenções programadas, os chamados ‘shots’ de areia", afirmou Célia Costa.

O COSMO envolve um investimento de 3,6 milhões de euros e conta com apoio comunitário.

Apoio para afetados pelo furacão ‘Leslie’
As entidades associativas, incluindo as religiosas, afetadas pelo furacão ‘Leslie’, a 13 e 14 de outubro de 2018, vão receber apoio financeiro do Estado.

As candidaturas têm de ser enviadas para as comissões de coordenação e desenvolvimento regional até dia 28. Um despacho do Governo determina que o investimento máximo elegível é 100 mil euros.

O apoio pode ir para trabalhos já executados desde que se prove a urgência das reparações.

Maior risco em Faro, Setúbal e Aveiro
Setúbal, Faro e Aveiro são os distritos que correm maior risco com a subida do mar, revelou um estudo recente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Cerca de 146 mil portugueses podem ficar em risco em 2050.

PORMENORES 
180 milhões previstos
Portugal criou, em 2015, a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas. Há 180 milhões para obras de proteção face aos avanços do mar.

Fotos aéreas e topografia
A monitorização da costa pelo COSMO é feita através de fotografias aéreas e de trabalhos de topografia. Segundo o Governo, é também útil para fazer a gestão do dia a dia no Litoral.
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