É a taxa mais baixa desde fevereiro de 2002.
O desemprego manteve-se nos 5,6% em janeiro, o mesmo valor de dezembro de 2025 e 0,7 pontos percentuais abaixo de janeiro desse ano, segundo a estimativa provisória divulgada hoje pelo INE.
Nas Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego hoje publicadas, o INE manteve, nos 5,6%, a previsão divulgada em 29 de janeiro da taxa de desemprego de dezembro do ano passado, a mais baixa desde fevereiro de 2002, quando igualou aquele valor.
Em janeiro, a taxa de desemprego de mulheres (6,2%) superou a de homens (5,0%) em 1,2 pontos percentuais, situando-se a taxa de desemprego de adultos em 4,7%, valor idêntico ao de novembro e dezembro de 2025 e o mais baixo desde abril de 2002 (4,4%),
Já a taxa de desemprego de jovens recuou 0,4 pontos percentuais face ao mês anterior, situando-se em 18,2% e alcançando o nível mais baixo desde abril de 2023, quando igualou aquele valor.
Em janeiro, a população desempregada (315,0 mil) manteve-se praticamente inalterada face ao mês anterior e diminuiu relativamente a três meses antes (12,8 mil, 3,9%) e ao mesmo mês de 2025 (34,3 mil, 9,8%).
A subutilização do trabalho abrangeu 552,6 mil pessoas e a correspondente taxa situou-se em 9,6%, em ambos o valor mais baixo desde fevereiro de 2011.
A taxa de subutilização do trabalho caiu em relação aos três períodos de comparação: mês anterior (0,1 pontos percentuais), três meses antes (0,5 pontos percentuais) e mesmo mês de 2025 (1,1 pontos percentuais).
Este indicador é divulgado pelo INE em complemento ao da taxa e desemprego e contabiliza, além da população desempregada, as situações de subemprego de trabalhadores a tempo parcial, de trabalhadores inativos que procuraram emprego nas quatro semanas anteriores ao inquérito mas que não estavam disponíveis para começar a trabalhar nas duas semanas seguintes, e ainda de trabalhadores inativos disponíveis para trabalhar nas duas semanas seguintes mas que não procuraram emprego nas últimas quatro semanas.
Quanto à taxa de inatividade, foi estimada em 30,3%, valor idêntico ao de dezembro de 2025, ligeiramente acima de setembro do mesmo ano (30,1%) e que corresponde ao valor mais baixo registado desde fevereiro de 2011.
Em janeiro, a população ativa (5.616,3 mil) registou recuos face a dezembro de 2025 (13,4 mil, 0,2%) e acréscimos em relação a outubro (4,7 mil, 0,1%) e a janeiro do mesmo ano (101,0 mil, 1,8%).
Já a população empregada (5.301,3 mil) diminuiu face ao mês anterior (14,4 mil, 0,3%) e aumentou relativamente a três meses antes (17,6 mil, 0,3%) e ao mês homólogo de 2025 (135,3 mil, 2,6%).
Por sua vez, a população inativa (2.436,4 mil) diminuiu em face aos três períodos de comparação: mês anterior (7,9 mil, 0,3%), três meses antes (10,3 mil, 0,4%) e mesmo mês de 2025 (43,6 mil, 1,8%).
No que se refere às estimativas definitivas relativas ao mês de dezembro de 2025, apontam que a população desempregada se fixou em 314,1 mil pessoas, diminuindo em relação ao mês anterior (4,1 mil, 1,3%), a três meses antes (22,0 mil, 6,6%) e ao mesmo mês do ano anterior (36,6 mil, 10,4%).
Em dezembro, a taxa de subutilização do trabalho situou-se em 9,7%, diminuindo em relação aos três períodos de comparação: mês anterior (0,1 pontos percentuais), três meses antes (0,5 pontos percentuais) e mesmo mês do ano anterior (1,1 pontos percentuais).
Naquele mês, a população ativa (5.629,7 mil pessoas) aumentou em relação aos três períodos de comparação - mês anterior (13,1 mil, 0,2%), três meses antes (1,6 mil, a que correspondeu uma variação relativa quase nula) e mesmo mês do ano anterior (146,7 mil, 2,7%) -- e alcançou o valor mais elevado desde o início da série de dados (fevereiro de 1998).
A população empregada (5.315,7 mil) e a taxa de emprego (65,8%) atingiram o valor mais elevado desde fevereiro de 1998, enquanto a população inativa (2.444,3 mil) diminuiu em relação ao mês anterior (7,8 mil, 0,3%) e ao mês homólogo de 2024 (34,8 mil, 1,4%), aumentando face a três meses antes (21,6 mil, 0,9%).
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